Produção francesa muda de média-metragem em preto e branco que é um drama biográfico histórico da Pathé Frères e Paramount Pictures que foi baseado no romance real entre Elizabeth I (1533-1603) e Robert Devereux (1566-1601), conde de Essex. Foi condensado de uma peça de mesmo nome e dirigido por Louis Mercanton (1879-1932) e Henri Desfontaines (1876-1931).
A francesa Sarah Bernhardt (1844-1923) originalmente criou seu papel como Rainha Elizabeth I para o teatro, ela que foi uma das damas do teatro e considerada a "primeira celebridade" mundial. O 1° filme da Paramount Pictures (sob o nome Famous Players). A trilha sonora de Joseph Carl Breil (1870-1926) é frequentemente considerada a 1° trilha sonora original escrita especificamente para um filme. Breil foi um proeminente compositor americano de ópera e opereta, além de seu trabalho com trilhas sonoras para filmes. Estréias da atriz Marie-Louise Derval (1884-1965) e de Nita Romani no cinema.
O que dizer de um filme de mais de cem anos, com duração de quase 1 hora, ainda no tempo do cinema silencioso? É quase perfeito em quase todos os detalhes. A atuação de Mme. Bernhardt não é o único destaque. Cada parte do filme está nas mãos de um artista e a atuação é finalizada nos mínimos detalhes, mesmo que no estilo teatral de ser de sua época.
Les amours de la reine Élisabeth, produzido por Zukor, foi um dos grandes nomes responsáveis pela popularização e aceitação dos longas metragens. Zukor, com seu estúdio Famous Players (que depois daria origem à Paramount), queria trazer filmes de qualidade para o cenário do cinema e resolveu adaptar a história da rainha Elizabeth I e os romances e traições envolvendo o conde de Essex. Para isso, Zukor usou do chamado "star system", trazendo uma das atrizes de maior relevância teatral na época, Sarah Bernhardt, para interpretar essa famosa história (Famous Players in Famous Plays), de modo que toda a publicidade do filme girava em torno do nome de Sarah.
Esse filme também pode se enquadrar numa categoria típica da França pré 1 Guerra, os chamados film d'art. Era basicamente uma forma de usar o cinema para fazer teatro, trazendo um elenco renomado e recriando as peças, sem se aprofundar na narrativa e edição.
É exatamente isso que vemos aqui. O filme traz uma história mais complexa, contada em 3,5 rolos (45-50min), usa de muitos figurantes e tem um bom design de figurinos e cenários, mas é chato do ponto de vista narrativo e de edição. A montagem do filme é feita por cards de textos explicando a cena seguinte ---> a cena seguinte acontecendo sob a perspectiva de uma câmera estática e plano médio. Esse esquema teatral repetidamente ao longo do tempo torna a experiência um pouco maçante.
Produção francesa muda de média-metragem em preto e branco que é um drama biográfico histórico da Pathé Frères e Paramount Pictures que foi baseado no romance real entre Elizabeth I (1533-1603) e Robert Devereux (1566-1601), conde de Essex. Foi condensado de uma peça de mesmo nome e dirigido por Louis Mercanton (1879-1932) e Henri Desfontaines (1876-1931).
A francesa Sarah Bernhardt (1844-1923) originalmente criou seu papel como Rainha Elizabeth I para o teatro, ela que foi uma das damas do teatro e considerada a "primeira celebridade" mundial. O 1° filme da Paramount Pictures (sob o nome Famous Players). A trilha sonora de Joseph Carl Breil (1870-1926) é frequentemente considerada a 1° trilha sonora original escrita especificamente para um filme. Breil foi um proeminente compositor americano de ópera e opereta, além de seu trabalho com trilhas sonoras para filmes. Estréias da atriz Marie-Louise Derval (1884-1965) e de Nita Romani no cinema.
O que dizer de um filme de mais de cem anos, com duração de quase 1 hora, ainda no tempo do cinema silencioso? É quase perfeito em quase todos os detalhes. A atuação de Mme. Bernhardt não é o único destaque. Cada parte do filme está nas mãos de um artista e a atuação é finalizada nos mínimos detalhes, mesmo que no estilo teatral de ser de sua época.
Les amours de la reine Élisabeth, produzido por Zukor, foi um dos grandes nomes responsáveis pela popularização e aceitação dos longas metragens. Zukor, com seu estúdio Famous Players (que depois daria origem à Paramount), queria trazer filmes de qualidade para o cenário do cinema e resolveu adaptar a história da rainha Elizabeth I e os romances e traições envolvendo o conde de Essex. Para isso, Zukor usou do chamado "star system", trazendo uma das atrizes de maior relevância teatral na época, Sarah Bernhardt, para interpretar essa famosa história (Famous Players in Famous Plays), de modo que toda a publicidade do filme girava em torno do nome de Sarah.
Esse filme também pode se enquadrar numa categoria típica da França pré 1 Guerra, os chamados film d'art. Era basicamente uma forma de usar o cinema para fazer teatro, trazendo um elenco renomado e recriando as peças, sem se aprofundar na narrativa e edição.
É exatamente isso que vemos aqui. O filme traz uma história mais complexa, contada em 3,5 rolos (45-50min), usa de muitos figurantes e tem um bom design de figurinos e cenários, mas é chato do ponto de vista narrativo e de edição. A montagem do filme é feita por cards de textos explicando a cena seguinte ---> a cena seguinte acontecendo sob a perspectiva de uma câmera estática e plano médio. Esse esquema teatral repetidamente ao longo do tempo torna a experiência um pouco maçante.