Dirigido por
Duração
Retrato dos maus tratos de Saddam Hussein ao povo curdo no Iraque entre 1988 e 2003, "Kilomètre Zero" tem como protagonista um jovem soldado curdo que, ao lado de um motorista árabe, escolta o corpo de um camarada morto na guerra. A fita termina com a celebrada invasão dos EUA e com a derrubada do ditador.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Concordo com o comentário abaixo. Eu tenho o DVD e admito: vinte e oito reais jogados no lixo. Filme horrível. Uma estrela para a fotografia. E uma estrela e meia para a intenção. O filme tinha tudo para ser bom, um tema que me agrada muito, amo tudo relacionado ao povo curdo. No entanto, esse filme é o patinho feio. Estou com receio agora de ver "My sweet Pepperland" do mesmo diretor. Só me agradei também pelo filme ter o pequeno ator que atuou em "Tartarugas podem voar", mesmo ele aparecendo bem pouco.O enredo é sem pé e cabeça. O personagem principal tenta ser engraçado, mas não convence. Aliás, nem sei dizer qual é o gênero do filme, não é comédia (apesar da tentativa), não é drama e nem chega a ser um filme de guerra (as cenas no front doem de tão ruins). Os atores são péssimos. Olha que já vi outras produções com não-profissionais que dão um show de atuação. Enfim, o filme é uma ofensa ao povo curdo, o protagonista é um idiota que acha que a Europa é um paraíso e o Curdistão que se dane. Se bem que isso não é estranho, o diretor é curdo e foi para a Europa jovem e não voltou mais, isso mostrou bem o que ele sente em relação sua terra natal: Apenas um tema para seus filmes. Pra mim, Hiner Saleem é um tipo hipócrita, jamais será um Bahman Ghobadi.
[/spoiler]
E que final de merda. Aquele ataque aéreo totalmente nonsense, me pareceu apenas uma desculpa para matar o velho e livrar a família patética do filme. E depois de anos o casal mais sem química do planeta na França gritando: "Estamos livres" é de dar dor de barriga. Dois idiotas que nunca lutaram pelo seu povo, depois na Europa comemorando a derrota de Saddam como se estivessem no Curdistão.
[spoiler]
Uma grande decepção. Vejam para tirar suas conclusões. Nem merece essa média aqui do Filmow e não deveria ter ganhado prêmio algum. Suas premiações se justificam pelo fato de ser uma produção francesa, dirigida por um diretor praticamente francês que retratava os conflitos do Iraque num momento em que o país era manchete no mundo inteiro.
Esse filme realmente foi para Cannes? Enfim, me decepcionou muito. Que posso dizer? O tc-cult vem me aborrecendo já há um tempo... Se bem que com ele indo para Cannes e tudo eu acho que não posso reclamar tanto da opção, né? Filme ruim. Tem uma fotografia muito interessante, mas uma edição desastrosa (que quebra muitas cenas do filme). As músicas no filme são mal empregadas, fortes demais, volume demais para as cenas que são apresentadas. As atuações, em diversos momentos, não conseguem vender as situações propostas - talvez pela falha de direção, talvez pelo absurdo dos diálogos, ou melhor, pelo absurdo exagero que se faz nas falas - ou por incapacidade dos atores. Fica difícil de dizer. Principalmente depois de alguns momentos do filme que são tão bons nesse aspecto... O roteiro é um caos a parte. Entendo que seja um tema pouco abordado e importante, mas não podemos sobrepor a premissa à efetiva aplicação, ao produto criado pelo Hiner Saleem. Não sei se sou insensível ou se minha crítica é muito baixa, não sei, sei que os diálogos não me venderam sequer um minuto do filme. A proposta de trági-comédia, o drama feito pelo filme em momento nenhum me alcançou, ganhou verdade, emoção. Eu não acho que o filme foi bem dirigido e não acho que o roteiro seja apresentável. Existem coisas piores, tudo bem, mas eu já estou cansado de todo mundo tentar ser impossivelmente direto demais enquanto algo de profundo tenta ser passado. As críticas do filme aos preconceitos são bobas. As cenas de confronto não possuem tensão nenhuma, e pelo menos para mim, isso parece errado...
Não sei se consegui me expressar bem, mas não pretendo me dar ao trabalho de rever o que aqui escrevi. Fica como testemunho de que, pelo menos ao meu ver, crítica também erra. E nesse caso errou feio. Filme cult? Eu acho que não.