Achei um bom filme. A sinopse não ajuda, o início também não ajuda muito.
A população está sendo preconceituosa no filme, claro. Mas alguns pontos abordados na cena muito bem filmada da discussão da aldeia são relevantes, como os problemas enfrentados em grandes centros da europa que aceitou, de forma desenfreada, a imigração irrestrita.
Do outro lado, temos dois jovens que apenas querem trabalhar e viver um pouco melhor. São problemas muito complexos que a espécie humana não consegue contornar.
6,5 como entretenimento é meio fraco. Como filme político cultural, vale ver.
Enquanto eles pensam que o inimigo deles é o comunismo e outras tolices, quem gera toda aquela situação, de vaga de emprego com salário mínimo, que força os romenos que querem melhorar de vida a emigrar para outros países (como o protagonista Matias) e que coloca asiáticos em um piscar de olhos na aldeia deles é o ?maravilhoso? capitalismo.
Fora a hipocrisia, porque os asiáticos só estavam ali pq nenhum local respondeu ao anúncio de emprego, preferindo viver de auxílio do governo a trabalhar por pouco, e inclusive Matias estava desempregado, recém chegado da Alemanha (onde também foi vítima de preconceito, chamado de cigano vagabundo).
No auge do filme, temos a cena da discussão da aldeia sem cortes, com os cidadãos locais destilando ódio, revelando todos seus preconceitos e ignorâncias, num grande suco de xenofobia, racismo e slogans fascistas, tudo isso com mto orgulho e satisfação.
Achei um bom filme.
A sinopse não ajuda, o início também não ajuda muito.
A população está sendo preconceituosa no filme, claro. Mas alguns pontos abordados na cena muito bem filmada da discussão da aldeia são relevantes, como os problemas enfrentados em grandes centros da europa que aceitou, de forma desenfreada, a imigração irrestrita.
Do outro lado, temos dois jovens que apenas querem trabalhar e viver um pouco melhor. São problemas muito complexos que a espécie humana não consegue contornar.
6,5 como entretenimento é meio fraco. Como filme político cultural, vale ver.
Enquanto eles pensam que o inimigo deles é o comunismo e outras tolices, quem gera toda aquela situação, de vaga de emprego com salário mínimo, que força os romenos que querem melhorar de vida a emigrar para outros países (como o protagonista Matias) e que coloca asiáticos em um piscar de olhos na aldeia deles é o ?maravilhoso? capitalismo.
Fora a hipocrisia, porque os asiáticos só estavam ali pq nenhum local respondeu ao anúncio de emprego, preferindo viver de auxílio do governo a trabalhar por pouco, e inclusive Matias estava desempregado, recém chegado da Alemanha (onde também foi vítima de preconceito, chamado de cigano vagabundo).
No auge do filme, temos a cena da discussão da aldeia sem cortes, com os cidadãos locais destilando ódio, revelando todos seus preconceitos e ignorâncias, num grande suco de xenofobia, racismo e slogans fascistas, tudo isso com mto orgulho e satisfação.
Nada demais. Apenas cidadãos de bem, de uma simpática comunidade, fazendo seu melhor!
nada mais europeu que um pleito da xenofobia
Exposição extraordinariamente crua das divisões raciais e tribais da Europa. Excelente!!