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O R do título representa o jovem protagonista, Rune, sem medo, interpretado por Johan Philip 'Pilou' Asbæk. Preso por assalto violento, ele é um arrogante jovem de boa aparência colocado na ala mais 'hardcore' da prisão, onde sua sobrevivência depende de aprender rapidamente as regras daquele mundo paralelo. R também é sinônimo de Rachid, um jovem prisioneiro muçulmano que se torna amigo e cúmplice de Rune, desafiando a rígida estratificação racial entre os detentos.
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Excelente para fazer uma comparação entre o sistema penitenciário brasileiro X dinamarquês.
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Se você não quiser que baixem o seu filme, põe um título como esse. Ninguém jamais o encontrará.
Eita que Sinopse estranha, não entendi nada...
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R. é um prisioneiro de uma penitenciária dinamarquesa. Ao ser condenado por esfaquear um sujeito, Rune (Johan Philip Asbæk) é reduzido a uma letra na penitenciaria. Na prisão R. é apenas mais um no interior daquela prisão.
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R é um filme de prisão, duro e pesado, filmado de forma minimalista. Um conto sobre as dificuldades de um presidiário, sem glamourização da vida dos enjaulados - vale ressaltar, como o camarada é humilhado!!! (...). Em certa parte comenta que: "A prisão é uma espécie de microcosmos, onde as regras de comunidade, de fidelidade e de cidadania são bem diferentes das do mundo cá de fora". Não preciso nem dizer que isso modifica qualquer homem, seja ele bom ou mau. "R" é muito semelhante ao extremamente excelente "Un Prophète"(O Profeta). VALE UMA CONFERIDA.
A parceria de Michael Noer e Tobias Lindholm produziu um dos melhores filmes sobre o sistema presidiário desde o francês "O Profeta", com quem divide enormes semelhanças. A começar na narrativa pseudo-documental e subjetiva que acompanha o presidiário Rune (Johan Philip Asbæk) enquanto tenta se adaptar ao dia a dia da cadeia por um crime menor (um esfaqueamento), o qual lhe rendeu uma pena de 2 anos. Lá, ele faz amizade com o muçulmano Rashid (Dulfi Al-Jabouri), e juntos começam um mercado de tráfego de cocaína o que lhes rende pontos com os chefões de cada ala do presídio.
Ilustrando a subdivisão entre as alas dos presídios, os neonazistas dinamarqueses e os albanenses, os diretores apostam em pequenas sutilezas, como a singela mudança na fotografia, para remontar "dois mundos" aparentemente distintos convivendo em um único presídio. De uma maneira genial, a parceria de Tobias Lindholm (roteirista do excelente "Submarino" e estreante na direção) e Michael Noer (documentarista) mescla o melhor dos dois diretores, combinando uma história crua, despida de brilhantina e impetuosamente real. Algo enfatizado no longo plano final de despedida daquele mundo violento, claustrofóbico, onde a profudidade de campo é reduzidíssima e os quadros bastante fechados nos protagonistas, o que acaba representando o isolamento de cada um deles no confinamento.
Uma narrativa sem concessões ou piedade que, juntamente com o francês citado no primeiro parágrafo, acabam contando a realidade da vida nos presídios europeus.
Cinema com Crítica: