'Reverse the Curse' apresenta David Duchovny como um paciente com câncer cuja saúde está ligada ao sucesso do Boston Red Sox. Seu filho, interpretado por Logan Marshall-Green, tenta manter o time vencendo para salvar a vida de seu pai.
Um filme completamente old school. No início, estranhei os sons que acompanham as cenas, achando-os meio primitivos, um tanto amadores, mas depois assimilei que tudo isso contribui com a atmosfera decadente do filme. Faz tempo que David Duchovny vem acompanhando o mundo que estima ruir, e ter feito esta obra com tantos diálogos espirituosos envolvendo temas delicados que podem ser facilmente alvo das pautas identitárias simboliza a despedida de um tempo, de uma linguagem. A decadência, os homenzinhos noir e ode ao fracasso continuarão existindo, mas isso tem ficado cada vez mais para os homens dinossauros, grotescos, e registros com essa sensibilidade são cada vez mais raros, e por isso cada vez mais valorosos.
Achei a personagem Mariana eventualmente pouco natural, desferindo frases sábias sem motivação no início, assim como estranhei Ted com o visual de Willian Foster Wallace (não o imaginava assim no livro), mas talvez tenha deixado passar alguma coisa durante a leitura. Talvez se não tivesse lido o livro gostasse ainda mais do filme. Um dos meus diálogos preferidos foi cortado, mas tá tudo bem (o diálogo sobre a mãe de Ted e Tio Tiny Tim).
*Acho que posso gostar mais quando assistir com legenda em português. Tive que conferir muitas expressões no tradutor e isso acabou atrapalhando um pouco minha conexão.
God bless Bucky fucking Dent. God bless David Duchovny.
Filmaço
Um filme completamente old school. No início, estranhei os sons que acompanham as cenas, achando-os meio primitivos, um tanto amadores, mas depois assimilei que tudo isso contribui com a atmosfera decadente do filme. Faz tempo que David Duchovny vem acompanhando o mundo que estima ruir, e ter feito esta obra com tantos diálogos espirituosos envolvendo temas delicados que podem ser facilmente alvo das pautas identitárias simboliza a despedida de um tempo, de uma linguagem. A decadência, os homenzinhos noir e ode ao fracasso continuarão existindo, mas isso tem ficado cada vez mais para os homens dinossauros, grotescos, e registros com essa sensibilidade são cada vez mais raros, e por isso cada vez mais valorosos.
Achei a personagem Mariana eventualmente pouco natural, desferindo frases sábias sem motivação no início, assim como estranhei Ted com o visual de Willian Foster Wallace (não o imaginava assim no livro), mas talvez tenha deixado passar alguma coisa durante a leitura. Talvez se não tivesse lido o livro gostasse ainda mais do filme. Um dos meus diálogos preferidos foi cortado, mas tá tudo bem (o diálogo sobre a mãe de Ted e Tio Tiny Tim).
*Acho que posso gostar mais quando assistir com legenda em português. Tive que conferir muitas expressões no tradutor e isso acabou atrapalhando um pouco minha conexão.
God bless Bucky fucking Dent. God bless David Duchovny.