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Uma viagem pelos subúrbios de Olinda e Recife seguindo o itinerário da linha de ônibus Rio Doce/CDU. Esta linha cruza parte destas duas cidades pernambucanas, cortando antigos bairros, revelando uma diversidade de paisagens urbanas e de tipos humanos que habitam aqueles logradouros, ali trabalham, ou apenas se deslocam de um ponto a outro. No vai e vem das ruas, o ônibus segue seu percurso.
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Cara, esse documentário é muito massa! Eu achei genial trazer ao telespectador essa perspectiva diferente dos locais que o Rio Doce/CDU passa. Essa linha de ônibus transpassa em tantos pontos entre as duas cidades (Recife e Olinda) que, por estarmos cansados, destraídos ou até acostumados com o trajeto, nem paramos para observar direito esses locais.
Sobre a parte final, com algumas imagens aleatórias e desconexas que todo mundo relata desconforto na parte narrativa do documentário, eu achei válido se dermos chance para um licença poética e uma interpretação mais "mente aberta", que é a seguinte: só quem realmente pega esse ônibus desde Olinda até a UFPE que vai entender o cansaço mental que é essa viagem -durante o trajeto a pessoa vê tudo que foi relatado no doc umas 3 vezes e com intensidades variáveis-, então as imagens mostradas no final são a mente cheio das mais variadas informações obtidas durante o trajeto que o ônibus passou até chegar na UFPE.
Conferi hoje nesta primeira semana de retorno do Cinema da Fundação/Derby. É lindo e interessante ver peculiaridades, mesmo que banais ou corriqueiras do dia dia sendo colocadas na “tela grande”... no caso o ônibus que faz a linha Rio Doce/CDU... conhecido por seu trajeto longo de quase duas horas e pelo qual alguns usuários reclamam da grande lotação e péssima mobilidade e outros já o vêm como um ambiente familiar para conhecer pessoas, bater um papo, ler um livro, dormir, ou simplesmente observar o tempo passar. O DOC consegue todos esses depoimentos tanto de passageiros, quanto de moradores, comerciantes que moram e trabalham nas proximidades do percurso do “busão.” O filme em si apesar de ser curto de 72 minutos pode ser dividido em duas partes narrativamente falando; a 1° o "Logradouro"(maior, melhor, mais divertida e com ótimos relatos) e a segunda "Ponto de Retorno"(curta, cansativa e desconexa), esta ultima parte é praticamente silenciosa, com a câmera captando momentos longos e as vezes belos, mas que causa um atraso na narrativa de se incomodar. Enfim documentário regular com uma excelente ideia...Vamos trazer mais estas particularidades da nossa região e transforma-las em ótimas histórias, os cinéfilos recifenses agradecem :D
Amei essa câmera colocando o ônibus como paisagem dos lugares, mostrando o contrário da paisagem dos passageiros. Essas imagens finais meio sem sentido achei fundamental pra entender o tempo da viagem. Senti falta de um mapa mostrando o trajeto e da marcação do tempo da viagem.
Vi a exibição na praça do Carmo e amei. Realmente tem um pequeno defeito, que é depois de o ônibus chegar no ponto de retorno, exibir imagens que apesar de belas, são bem sem conexão, mas dá pra relevar. Acho que o filme conseguiu atingir seu objetivo, um ponto muito bacana é o fato de mostrar celebridades bem regionais, coisa atípica em cinema, que normalmente quer impressionar com tamanho status, fora o fato de mostrar as cidades com uma perspectiva bem interessante, o lado humilde e ao mesmo tempo artístico de Olinda e Recife.
Só 52 minutos? Essa adaptação não faz jus ao original u.u