Recém-casados, Daniel (Gregóire Leprince-Ringuet) e Marjoline (Léa Seydoux) tem sua vida acompanhada desde o dia de sua festa de casamento, meados da década de 1940, ao começo da década seguinte.
Marjoline, uma jovem atraente e extremamente materialista, vê-se presa ao vício pelo consumo ao mesmo tempo em que seu marido, jovem e sonhador, deseja manter uma vida tradicional e continuar à trabalhar no ramo familiar: a cultura de rosas. Enquanto ambos passam por suas crises pessoais, a França recupera-se da Segunda Guerra Mundial.
Baseado no romance homônimo da escritora francesa Elsa Triolet, lançado em 1959.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Algum link onde posso assistir?
Grégoire e Léa passaram pelo amor juvenil em "La Belle Personne", e nesta pequena e bela obra de Gitai, vemos o início de um casamento (talvez) fadado ao fracasso. Belíssimo casal e trilha sonora marcante dentro de um roteiro que me lembrou do cinema de Fassbinder.
As cenas finais (a médica e o aborto, a catarse de Marjoline ao saber da vontade do marido em se separar) são espetaculares. E o uso de cores só deixa a cinematografia ainda mais interessante.
O ritmo arrastado compromete o interesse pela trama. Regular!
Alguém sabe como se chama a música que toca durante boa parte do filme (especialmente no casamento)?
A começar pelo desenho dos créditos (que fazem uma clara referência a "Pierrot Le Fou" ou "Uma Mulher é uma Mulher") a referência ao cinema godardiano se faz presente aqui. No entanto, "Rosas a Crédito" é um exemplo de como, nem sempre, ter as melhores referências do mundo, é suficiente p\ se fazer um bom filme... Sobretudo a decupagem da parte inicial do filme, caracterizada por planos fechados (closes e plano médio-alto), lembra muito a estética do belíssimo "Made in USA" (Godard); além disso, o trabalho de cenografia, bem como a paleta de cores utilizada, também fazem menção ao clássico filme de Godard. Amos Gitai também erra ao tentar ser uma espécie de "cineasta do rosto", assim como Bergman (outra possível referência aqui utilizada). O problema é que o diretor (Gitai) se prolonga em alguns momentos desnecessários, tornando o ritmo do filme arrastado e artificial, bem como realizando alguns planos de gosto discutível... Enfim, merece destaque o competente trabalho de direção de arte, no que se refere a composição dos lindos figurinos de época e também o inteligente uso de cores como elemento narrativo. Obs: Léa Seydoux está absurdamente linda na pele da inconsequente protagonista.