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Data de lançamento
10 Março 2006Duração
S & MAN começa com cenas de exploração Michael Powell de voyeurismo, "Peeping Tom". Diretor JT Petty usa estas imagens como ponto de partida para examinar a comparação clássica entre cinema e voyeurismo, especialmente dentro do gênero horror. Ele passa a investigar essa conexão ainda, mas em vez de olhar para os filmes de terror clássicos, Petty explora o gênero decadente subterrânea de filmes de fetiche. Esses filmes são basicamente filmes snuff simulado, onde as vítimas são estupradas e assassinadas em uma variedade de cenários de fantasia. O mais notório deles é uma série chamada "S & Man", onde voyeurismo toma o lugar central que as pessoas estão, sem saber, seguido com uma câmera. Petty mergulha de cabeça a este mundo de filmes bizarros fetiches, e vem com hipnotizante entrevistas com os produtores e atores desses filmes. Grande parte da filmagem a partir desses vídeos vai chocar e perturbar até mesmo o veterano horror mais experiente ..
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No documentário S&MAN (leia-se Sandman), o diretor e roteirista J.T. Petty mergulha no universo dos filmes de terror underground em uma exploração do mito urbano dos snuff films (filmes com imagens reais de tortura e assassinatos produzidos visando lucro) e dos produtores e realizadores de filmes que adotam a estética snuff.
Uma das limitações do filme de Petty é que ele entrevista apenas três realizadores de filmes pseudo-snuff: Fred Vogel (responsável pela infame trilogia August Underground), Bill Zebub (diretor de 45 filmes, a maioria pseudo-snuff) e Eric Rost (também conhecido como Eric Marcisak, produtor e diretor por trás da famosa série underground S&Man, na qual ele filma escondido mulheres durante semanas antes de abordá-las com a proposta para que aceitem ser mortas em seus filmes.)
O filme também apresenta entrevistas com psicólogos e psiquiatras forenses, através das quais Petty explora a ligação entre o voyeurismo e o interesse do público por filmes extremamente violentos e explícitos que fazem o máximo para parecerem reais.
Apresentando clipes curtos da série August Underground, uma trilogia absolutamente brutal, demente, pervertida e sádica, verdadeiramente difícil de assistir até mesmo para os maiores entusiastas dos filmes de horror, que faz com que os torture porns comerciais de Eli Roth e da série Jogos Mortais pareçam contos de fadas, trechos longos de vários episódios da série S&Man, cada vez mais realistas, e passagens de vários filmes de Bill Zebub, incluindo a filmagem de uma cena de uma de suas produções, Petty busca econtrar a motivação por trás dos realizadores destes filmes, mas as respostas são pouco satisfatórias.
Tanto Fred Vogel quanto Bill Zebub e Eric Rost tem dificuldades em justificar as motivações por trás de suas produções. Eles não demonstram qualquer ambição artística, tampouco visam transmitir qualquer mensagem: seus filmes são colagens de sequências sem roteiro de violência, estupros, mutilações, torturas e assassinatos, alguns mais realistas do que outros, mas que atendem a um público específico, sedento por este tipo de material.
Os insights proporcionados pelos psicólogos são pouco iluminadores, parecendo teóricos demais, sem se aprofundar na mente dos realizadores e do público de tais filmes.
Mas talvez a maior falha de S&Man seja a falta de entrevistas com os fãs deste gênero extremo de cinema, as quais poderiam trazer à luz o porquê de tanto interesse pelo gênero pseudo-snuff e pela busca de experiências visuais cada vez mais próximas da realidade.
Em 2008, Paul von Stoetzel dirigiu “Snuff: A Documentary About Killing on Camera”, que se aprofunda muito mais no universo snuff, com entrevistas muito mais esclarecedoras que, por si só, já são aterradoras, resultando em um filme muito mais bem sucedido. Para fãs hardcore deste gênero mais extremo de horror, S&Man pode satisfazer parte de sua curiosidade, mas o filme poupa demais o espectador, exibindo poucas cenas dos filmes citados – se bem que algumas ainda são perturbadoras.
Para sentir na pele a experiência proporcionada por tais filmes, é mais recomendado assitir ao produto original, principalmente a trilogia August Underground – isso é, se você conseguir suportar mais do que alguns minutos.
S&Man está disponível na Netflix brasileira.
O filme é até interessante, tem cenas e diálogos bem legais, mas não vai muito além disso. Tudo soa muito forçado, como se a cada cena o diretor lutasse para te convencer que você está chocado, com diálogos que de tão carregados e intensos, acabam soando plásticos e falsos. O filme é mais uma curiosidade que um filme de terror, algo para matar uma vontade de ver um pouco da cena alternativa americana.
Vale a pena? Até vale pois ele está disponível no Netflix, mas se tiver que fazer muito esforço para baixar por aí e ficar caçando legendas sei lá viu
A falta de grana prejudicou o doc, que ficou limitado por não ter entrevistas e acompanhamento das produções do gênero. O diretor criou até uma história dentro da história para tentar compensar. Foi até inventivo, mas faltou profundidade em um tema tão bacana.
Ótimo documentário, que não só explora parafilias, mas nos faz lembrar também de vários clássicos B.
Interessante!