Scary Mother

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Scary Mother (2017)
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Média do filme: 3.6 de 5 — baseado em 26 votos
MÉDIAFILMOW
3.6
26 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Ana Urushadze
Data de lançamento 3 Ago. 2017 Outras datas
Duração 107 min (1h47)
Status Em Breve

Dirigido por

Data de lançamento

3 Ago. 2017

Duração

107 minutos
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Sinopse

Manana, uma dona de casa de 50 anos, luta com o seu dilema - ela tem que escolher entre a vida familiar e a paixão, a escrita, que ela reprimiu há anos - ela decide seguir sua paixão e mergulha na escrita, se sacrificando mental e fisicamente.

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A Bola Preta | Trailer Legendado

A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
davimcmello
Davi Mello
½
8 anos atrás

Seus pés estão sempre cansados. Os cabelos já se aninham num tufão da Medusa. Seus braços, de onde jaz a tinta, têm sido o seu confessionário, partilhando das palavras e dos hematomas. Manana (Nato Murvanidze) está se transformando num monstro, um monstro que, convivendo com a pressão do âmbito doméstico, tem sugado o próprio sangue.

O longa de estreia da diretora georgiana Ana Urushadze é um obscuro drama familiar sobre vampiros diários, protagonizado por uma mulher, que também é mãe, esposa e escritora, sentindo a afronta do passado e das letras, afastando-se de qualquer tipo de laço afetivo – embora nutra um envolvimento praticamente messiânico com seu leitor (e talvez o único) mais assíduo, Nukri (Ramaz Ioseliani), no limiar entre a genialidade artística e a compulsão sexual. Manana, como um espírito errante vagando à esmo, enxerga em Nukri o caminho da salvação – nem por isso o “divino”; é como se ela estivesse presa num acordo diabólico, em que a oferta pelo sucesso puramente empírico oculta-lhe a exploração e a exaustão de seu corpo.

O isolamento, de ordem pessoal ou mesmo patológica, atinge uma aura horrorífica com uma trilha musical que flerta com o dodecafonismo, além de uma mise-en-scène que privilegia o extracampo, em determinados momentos quase se reverenciando ao estilo da cineasta argentina Lucrecia Martel, à luz de seu filme “A Mulher sem Cabeça” (La Mujer Sin Cabeza, 2008). Dessa maneira, o compasso rítmico de Scary Mother nos conduz a uma percepção expressionista da narrativa, ardiloso ao trabalhar com sugestões sonoras que provocam um notável estranhamento sem a necessidade de distorções visuais, aproveitando a precariedade de seus próprios espaços – que sentem a passagem de tempo no vento e no concreto.

Intrigante, no entanto, que Ana Urushadze se importe demais com afirmações psicológicas com o término de seu filme, assumindo uma última sequência deveras autoexplicativa. É quando Manana percebe que algumas histórias são “coisas de crianças”, ao passo que “Scary Mother” enxerga a sua fragilidade enquanto filme de estreia, de um estilo inventivo a um roteiro que se sufoca numa conclusão edipiana.

arthuroak
Arthur
8 anos atrás

Foi meu último de 18 filmes em uma semana de Mostra de SP. Dentre eles, vi muito do que trata esse filme: mulheres sendo subjugadas, usadas, reprimidas ou violentadas fisica e psicologicamente.
Isso diz muito sobre os tempos em que vivemos, e devemos abrir os olhos para tais questões, sendo que a produção de países tão diversos (dentre eles Espanha, França, Bélgica e agora Geórgia por exemplo) teve como um de seus focos, esse ano, essa temática pesadíssima porém, infelizmente, realista.
Para além de tudo isso, é um belo filme! Não conhecia a produção da Geórgia e esse mostrou o talento que existe por lá, assim como a sutileza e densidade ao tratar de assuntos importantes

pssoa
Marcelo
½
8 anos atrás

Quando a necessidade de existir é reprimida e ignorada por todos ao seu redor. Que filmão!

samdradee
samdra dee
8 anos atrás

Talvez o melhor filme que vi este ano. Que futuco forte na família tradicional. Que elenco maravilhoso!!! Além de ser meu primeiro filme da Geórgia. Obrigada, Mostra de SP!

angelovoorhees
Angelo Antonio
8 anos atrás

Manana é uma escritora que vive com os três filhos e o marido e, censurada por todos, em casa e no meio da literatura, decide mesmo assim terminar seu polêmico livro.

Nukri, dono da papelaria onde ela trabalha, vê em seu novo trabalho uma obra-prima e tenta ajudar Manana, mas as editoras o recusam vendo ali algo pornográfico e doentio.

A diretora Ana Urushadze, em seu primeiro filme, já mostra grande talento ao criar uma história tão atual de maneira intrigante, engraçada e tocante. Manana é uma mulher que tenta se impor em casa e com sua escrita mas sempre é reprimida, censurada e tida como louca.

Criando alucinações e misturando elementos do livro de Manana com a narrativa do filme, Ana Urushadze constrói a insanidade e persona de Manana de forma excelente com a ajuda de elementos pontuais - a utilização do som é fantástica, momentos de silêncio e de sons incômodos dão uma aura especial a algumas cenas - mas, claro, nada disso seria possível sem a forte atuação de Nato Murvanidze.

Mesmo que os momentos finais do filme façam ele perder um pouco de sua força, ainda assim todo o resto é prazeroso e vale a pena ser visto.

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Elenco de Scary Mother

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Nato Murvanidze 0 0

Nato Murvanidze

(Manana)
Avtandil Makharadze 0 0

Avtandil Makharadze

(Jarji)
Dimitri Tatishvili 0 0

Dimitri Tatishvili

(Anri)
Ramaz Ioseliani 0 0

Ramaz Ioseliani

(Nukri)

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