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O filme retrata o cotidiano de uma escola de educação infantil sem precedentes. Therezita Pagani, uma educadora controversa e carismática, discorre sobre o potencial de uma boa educação para uma criança. O documentário acompanha crianças de diferentes idades vivenciando as relações e os conflitos com os colegas, a natureza, as artes, a música e a cultura popular brasileira.
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Enriquecedor.
Infelizmente não veremos escolas como essa na rede publica. Mas, como educadores, podemos ser um pouco de Therezita pagani.
alguem sabe onde posso assistir?
O filme é muito bom e pra mim foi um resgate à minha infância. Foi incrível perceber como coisas que são insignificantes para os adultos podem ser riquíssimas em experiências às crianças. Ver um estourar de pipoca, ver um ganso andando, tatear uma lama, ver uma correnteza de água, comer uma laranja, martelar uma pedra, sentir a textura de um mamão, ouvir uma história. Coisas tão simples, mas que, juntas, formam um conjunto riquíssimo de experiências e vivências para as crianças. Claro, já que, para elas, tudo é novidade.
Gostei muito da postura das educadoras em discriminar adequadamente eventos que, supostamente, são maduramente incompreensíveis à uma consciência infantil. Elas utilizam uma linguagem simples, discriminando o evento do enterro, por exemplo, e, assim, evitando possíveis medos num futuro. A criança precisa ter consciência do que acontece, em uma linguagem adequada ao seu entendimento. Isso traz aquele velho comentário de que: "se você não ensinar, outra pessoa vai". E sabe-se lá como isso vai acontecer.
Vê-se bem a imposição de limites, a empatia (se colocar no lugar do outro, como por exemplo, com os animais e outras crianças), a exigência que a família seja participativa na vida da criança (em que a escola demanda as pesquisas somente com a família, e não em livros e internet). Embora possa se criticar sobre essa ideia de se recusar um conhecimento acadêmico e científico sobre os fatos, acredito que nesta fase que as crianças estão ainda não é a hora de priorizar isso - mas sim a família. Há uma exigência de consciência das crianças logo cedo. Há uma aproximação da escola com as crianças. Há uma aproximação da escola com os pais. Há reuniões com integrantes da escola com os pais e com o aluno. Há uma exigência de consciência dos pais. Aquela reunião em que a mãe ainda quer segurar a filha no colo é memorável. Todo essa comunicação (Instituição, pais e criança) faz com que o processo se torne mais eficiente.
De fato, pode-se perceber que toda a filosofia da escola é eficiente (pelos relatos dos pais) e, de acordo com o comentário do Caio Faiad, a procura à escola é grande.
Isso me levou a outro questionamento. Durante o filme, perguntei à minha namorada: "Além do músico, você já viu outros negros? Viu alguma criança negra?" Ela disse que não. Só apareceu ou outro educador negro. Pelo que percebi, a única criança que diferenciava do padrão das outras era uma de origem asiática. Esse padrão das crianças fez com que eu deduzisse que a escola devia ser muito cara. E de fato, como o Caio comentou acima, é cara.
Que esta filosofia pode ser implementada em uma escala maior não há dúvida. Mas fica muito difícil de visualizar que esta filosofia ultrapasse as classes dominantes e atinja classes menos favorecidas, com menor poder aquisitivo.
É um filme muito bonito e eu como professor concordo muito com trabalho da Therezita! Mas ao mesmo tempo você fica triste porque sabe que essa proposta de ensino não chega na população brasileira. Ou seja, só a elite possui a educação de qualidade que tanto objetivamos.
Ao meu lado estava uma senhora, professora de Química também , cujo o neto passava várias vezes no filme. Eu fiz várias perguntas e com curiosidade maior que a indelicadeza indaguei:
- Essa escola é cara, né?
- É! Preço de faculdade. As mães reservam as vagas já quando estão grávidas por causa da grande procura! É uma das melhores escolas de ensino infantil de SP recomendada pela colunista xxx.