Ali saiu recentemente da prisão e busca aproveitar seu retorno à sociedade, entre expectativas a respeito das próximas eleições e promessas de mudança. Apesar de trabalhar à noite, ele tenta passar a maior parte do tempo com a mulher e a filha de seis anos. Para escapar do stress da vida urbana, ele se isola numa floresta no norte da cidade para praticar seu passatempo favorito: caçar. Até que sua mulher, Sara, é morta acidentalmente em um tiroteio da polícia contra manifestantes. Depois de uma espera longa e frustrante na delegacia, ele resolve procurar sozinho sua filha desaparecida. A busca toma rumos trágicos e leva-o a tomar atitudes extremas.
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Final meio "méh", mas é um filmaço.
Indicado ao prêmio Urso de Ouro no Festival de Berlim, o filme passa longe do que aparenta ser: uma espécie de filme de vingança alá Charles Bronson. Tanto a sinopse ou o trailer passa essa falsa impressão. É um filme profundo que trata tanto sobre os dramas do personagem quanto sobre a situação do país nas entrelinhas, como quase todo filme iraniano. É a parte final que o filme realmente cresce, e fica tão difícil de digerir o desfecho por conta das relações do Irã que são mimetizadas e pode parecer sem sentido para um telespectador desavisado. Desconfiança, frustração, abuso de poder, apatia... tudo isso e muito mais tem feito parte constante do país nos últimos anos, e isso o filme consegue transmitir muito bem. O diretor faz o papel principal, ele não queria, mas não achou um ator que conseguisse passar esse clima de apatia que queria para o personagem.
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Cinema iraniano é viciante.
do tipo que simples histórias te supreendem.
Uma espécie de road movie assassino. Me atraiu, me convenceu. Final seco, duro.
nunca achei que iria ouvir uma canção do Radiohead num filme iraniano