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Data de lançamento
22 Set. 1995Duração
Uma jovem mulher, decidida a fugir de seu tumultuado passado, vai para Las Vegas com o objetivo de tornar-se dançarina, mas logo tem toda a sua bagagem roubada. No entanto, faz amizade com uma costureira, que trabalha no showbiz, e as duas passam a dividir um modesto local. Para sobreviver, começa a trabalhar como stripper em uma casa noturna de reputação duvidosa e, em virtude do seu belo rosto e de um corpo escultural, também atrai clientes, que desejam fazer com ela a "dança do colo", na qual ela pode fazer tudo com um homem mas ele não pode tocá-la. Com o tempo, ela passa a ser corista no show de um grande cassino, mas surge uma rivalidade indisfarçável entre ela e a estrela do show. Até que, quando ela começa a se envolver com o responsável pelos espetáculos, fica claro que o cassino é pequeno demais para ela e sua rival.
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Preciso dizer: direção incrível. Os cortes de cena, e a maneira como a câmera fluí, mesmo com as pausas e aceleradas, causadas pelo ritmo do filme.
Só que é um filme extremamente feminino, em um ambiente puramente masculino.
Eu particularmente, gostei muuuuuuuuito de como o filme foi feito. Sim, tudo mudou nos últimos 30 min, e acredito que foi proposital. Pois a Nomi passou todas as duas horas tentando chegar onde ela queria, para tudo desmoronar em 5 minutos e ela tomar atitudes radicais nos outros 25. Porque é assim mesmo.
Apesar de ser um filme anos 90 e sim, ter a amiga negra estereotipado, eu acredito que aqui foi bem trabalhado - dentro do que o filme queria mostrar. Final, eu vi assim: Crystal sempre soube o que quis e agiu da maneira mais lógica possível - dentro de um ambiente que te exige fisicamente e emocionalmente - enquanto seu mental vai sendo dilacerado aos poucos; se viu em Nomi e adorava o lado mais impulsivo dela e como a mesma sobrevivia naquele meio sem perder seu lado mais puro (e primitivo, como de uma sobrevivente as piores mazelas de quem mora nos EUA). Penny era a "loira burra", sem ambição ou resistência ao meio na qual se encontra, que se apaixona e se casa - mesmo sem perspectiva de um futuro rico, mas minimamente feliz. Molly representava a esperança de quem sonha, acredita na pureza (tanto que aceitou a Nomi morar com ela prontamente), faz as coisas da maneira correta, quer jogar o mais limpo possível e busca sempre o melhor para os outros.
E é por isso que ela passa por toda aquela cena asquerosa e que me dói o coração toda vez que eu lembro.
Por isso ela é a que mais sofre, no final. Afinal, o show business (principalmente, essa fatia retratada no filme) acaba com qualquer autoestima e alma de uma mulher. Não se pode ser sonhadora, empática e acreditar no melhor. O jogo é sujo mesmo.
Já a Nomi, ela é guiada por suas ambições e gosta da sensualidade e sexualidade - tanto de si quanto do ambiente -, porém não se iludi e luta até o final por manter sua integridade,
"Eu não sou uma prostituta"
pois fica claro desde o ínicio, que ela passou muitas coisas. Ou seja a loira fake, a qual nenhum homem consegue entender de fato se ela é tonta ou muito esperta; e de fato, ela é os dois. A esperança que a fez se tornar amiga de Molly e a ambição que a aproximou da Crystal. Nomi era uma força da natureza, a qual todos os tipos de mulheres se encontravam, e acima de tudo: esperta e selvagem - e com um bom coração, quando o instinto não fala mais alto.
Infelizmente, a nudez feminina é muito mais explorada que a masculina - nada de novo sobre o sol,
mas eu gostaria de ter visto a cara quebrada do Andrew, só porque eu fui obrigada a ver o que a Molly teve que passar.
adorei a animosidade da relação entre nomi e cristal, e o filme de fato é repleto de exageros e escrachamento, mas isso é tudo que o roteiro e produção pedem, e as performances achei um deleite, único ponto negativo é o tratamento dos personagens pretos na trama.
A escolha da personagem a sofrer abusos ser a única atriz negra de mais destaque cortou um pouco minha brisa, confesso. No final, acaba sendo uma grande crítica a como o mundo da arte também abusa e objetifica mulheres, um pouco batida, aliás. Conseguiu me divertir, porém.
Pra quem gostou, recomendo Falsa Loura.
Uma pena que esse filme não vingou na sua época pois retrata bem que a busca pelo sucesso tem seu preço e cuidado com o que você deseja.
É um filme muito bonito visualmente e achei as partes das apresentações muito ótimas.
A atuação chega a ser camp mas não estragou a experiência.
ninguém fala que esse filme é racista