Londres, 2003. Assim que começa o concerto do trio texano Dixie Chicks, a líder do grupo faz um rápido discurso: "Só para que vocês fiquem sabendo, nós estamos do mesmo lado que vocês. Nós não queremos esta guerra, esta violência, e temos vergonha de que o Presidente dos Estados Unidos seja do Texas”. O presidente era George W. Bush, e a frase foi dita na véspera da invasão americana ao Iraque. O show tinha uma platéia limitada, mas o discurso ganhou força. É a partir deste fato que se desenvolve o documentário "Shut Up & Sing", que transformou a cantora Natalie Maines numa das porta-vozes anti-Bush.
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“Shut Up & Sing” é um documentário que leva o público além na relação com o ídolo. Quem gosta das Dixie Chicks, as verá no seu momento mais vulnerável, em que as incertezas eram uma constante e em que o medo em relação ao futuro era atenuado por todo um processo de amadurecimento pessoal que as deixou muito mais próximas e fortes e que se reflete, hoje, na maneira em que elas fazem negócios. Quem não gosta das Dixie Chicks, pode ver o documentário como um exemplo de como a liberdade de expressão é um conceito mal utilizado – será que ela existe de verdade? No entanto, o ponto mais positivo de “Shut Up & Sing”, com certeza, é o fato de que, no filme, a controvérsia é o assunto principal, mas é a música das Dixie Chicks que fala por si – e é este o verdadeiro legado delas.