Se eu prometi a princesa, então eu vou lutar por ela. Em 1939 DC, a nação imperialista da Germania invadiu um país vizinho. Tudo de uma vez, que a guerra se espalhou por toda a Europa, e a era foi para uma espiral de uma grande guerra.
Então, em 1940, o ataque de Germania voltada para o Principado de Elystadt, um pequeno país, Alps, abundante com água vegetação bonita.
Estúdio: Ajia-Do • Episódios: 12
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Bom! E lá vamos nós! Meu comentário contém alguns Spoiler.
Hum, Izetta, um anime com temática de guerra misturado com fantasia, o legal é que eles realmente usam várias referências da história da Segunda Guerra Mundial seja pela política, locais, conflitos e etc. A história começa em 1939, em que a nação Alemã começa a invadir diversos países, e dominando a Europa, o próximo alvo é o pequeno país chamado Elystadt, governado por Finé.
Ao meu ver o começo da obra começa a engatinhar muito bem, toda a dinâmica dos germanos atrás da princesa Finé para capturarem ela para usar como um pedaço de barganha, apenas foi um pouco forçado eles transportarem ela no mesmo avião com a única bruxa ainda viva no mundo e para variar aquele clichêzinho básico sobre serem amigas de infância, mas até que é aceitável isso; A série tinha me deixado bem interessado em sua narrativa por conta de suas ideias políticas de guerras, e poderia expandir o lado dramático da guerra e os mistérios da bruxa até então.
Finé ao meu ver é a melhor personagem da série, aprecio o quão corajosa é a personagem, e sua presença, inteligência e estrategista e tem uma baita atitude para se arriscar pela sua população. Izetta também tem seu papel importante na guerra, é uma boa personagem, mas também acho um pouco estranho, ela parece ser bem doce e é bem radical o quanto ela se sacrifica pela Finé só por ser alguém que a protegeu na infância, e rompeu a própria promessa com a avó para isso e esperava mais de seus poderes, ela geralmente só consegue levitar as coisas, é bem limitado (mas acho um máximo ver a Izetta montada em um rifle PTRS-41 do que uma vassoura). Os outros personagens ao meu ver são muito mal explorados e desenvolvidos, eles tem uma boa personalidade cravada neles, mas não adianta se não são explorados, por exemplo a guarda costa da princesa a Bianca, a única coisa que ela fez de memorável foi matar o espião em um episódio (E foi uma sub-trama bem corrida, não teve nada para desenvolver de uma relação e no final do episódio eles já se gostavam), mas não passou disso, apenas Izetta e Finé tiveram um certo desenvolvimento, mas também não foi lá grande coisa.
Ao decorrer dos episódios dá para notar que a guerra está se engatinhando, e vai surgindo problemas, e dá para notar o quão a izetta é importante psicologicamente tanto para seus aliados quanto para os inimigos. E dá para notar que alguns conflitos e táticas são bem parecidos mesmo da segunda guerra mundial, e dá para notar os modelos que tanques que são usados.
Acho que o erro mais óbvio é sobre o Império Germano ter conseguido criar a clonagem de seres humanos, poderia até fazer sentido por existir magia nesta realidade paralela da guerra, mas não vejo nenhuma explicação plausível para tal, e se você analisar a molécula de DNA só foi descoberta em 1953, então meio que é contraditório demais, mas também o anime é ficção poderiam ter mudado a data que descobriram isso, mas como não mostrou ou não explicou nada fica ae a sugestão.
Acho que o pior disso tudo mesmo é o final, foi a pior coisa que poderiam ter sugerido, tudo bem, querem deixar a izetta viva? Ao menos faça algo coerente para que tal acontecimento seja verídico, foi extremamente forçado, como ela pode sobreviver depois daquela gigantesca explosão? Não tinha como, primeiro que ela estava usando um poder absurdo da pedra para conseguir aquele feito, e a pedra suga sua vida quanto mais ela usa os poderes, e depois como ela fugiu da explosão se a magia dela era apenas levitar coisas? Sem falar que ela exilou toda magia do mundo, então ela não deveria ter mais magia para se proteger daquilo! Forçado e péssima ideia deixar ela viva, um baita erro. Berckmann é outro bem forçado, como ele pode ter sobrevivido? É meio claro que ele levou um tiro no olho, só queria saber como alguém conseguiu achar ele ferido no lugar que ele estava e como trataram dele naquela época com uma coisa tão delicada que é um tiro bem na cabeça. (E realmente fiquei frustado por ter matado o Sieghart Müller daquela forma, personagem que eu gostava mas que também de desenvolvimento não teve é nada).
Acho que a maior falha foi a direção, bem mediana, não cumpriu muito bem seu papel quando a questão era passar o peso da guerra, era algo bem sútil e muito pouco dramático, até mesmo um tiro em um personagem era sem sal, até mesmo o tapa que a izetta deu na Finé me pareceu muito morno e sem impacto algum, e pode ter sido só eu, mas achei os tiros verdes muito tosco, se o objetivo era mostrar de qual lado pertencia os tiros para não misturar eu achei bem feio, deveriam ter deixado a coloração normal.
A animação era digamos até que boa, tinha algumas cenas de ação que até tinha uma boa movimentação, mas era meio inconsistente; os tanques e aviões eram em CGI, hoje em dia são sempre assim feitos em computação gráfica para poupar mais trabalho e dinheiro, ao menos não achei um CGI ruim. Vale elogiar a ambientação e tecnologia da época, notem a a representação das paisagens rurais e montanhosas ou até mesmo a arquitetura da cidade de Eylstadt, bem parecido mesmo com a época.
E Acertaram na soundtrack em alguns aspectos, Nagasaki Yukio dirigiu bem a trilha sonora. Acho que a música instrumental combina bem e é bem encaixado com a ação da guerra militar, e a melodia que lembra algo europeu também traz uma certa credibilidade com o ambiente da série, gosto de uns momentos vocal da OST, mas em si não é nada espetacular ou memorável. A OP é boa, tem uma boa música e as cenas de ação são bem dinâmicas, até melhores que da série, gosto mais da Ed mesmo que ela seja cheio de quadros estáticos a música tem uma presença e um ótimo tom dramático.
Bom, resumindo, infelizmente ao meu ver a série só foi decaindo com o decorrer dos episódios, começou bem mas não fui gostando muito da conclusão. Ao meu ver poderiam ter aumentado o papel do Berkmann, explorado um pouco mais, o mesmo para os outros personagens, dado uma aprofundada em suas histórias, esse tipo de coisa é essencial para mostrar os lados e laços humanos, seria algo que dá mais uma qualidade para uma história sobre uma guerra, não é apenas mostrar explosões e tiros. E sinceramente acho o fanservice da série extremamente fora de lugar na série, não se encaixa nem um pouco.
Acredito que ter a temática de Segunda Guerra Mundial tornou as coisas um pouco previsíveis demais, meio genérico, poderiam ter criado um conflito do 0 sem fazer referência a algo na nossa realidade, mas vale elogiar que é legal se basearem em algo assim, pessoas que gostam de história podem gostar da referência.
Direção: 6.5
Roteiro: 6
Animação: 7
Trilha Sonora: 8
Entretenimento: 7
Envolvimento emocional: 6
Nota final: 6.5
Poderia descrever esse anime como uma experiencia agradável, que por sua vez não me decepcionou. Além de se passar visivelmente durante a Segunda Guerra Mundial, o roteiro começou bem e o anime não se perdeu, o final até que foi bem fechado e com algumas coisas que me surpreendeu. A trilha sonora foi bem legal, mas o que eu mais gostei foi da própria Finé que era uma excelente princesa e não esperava ser salva o tempo todo, ela era uma personagem que tomava atitudes e se colocava em risco (quando necessário e sem os dramas clichés dos animes). Além dela, a Izetta é uma personagem adorável e tem uma lealdade louvável.