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Data de lançamento
20 Abril 2011Duração
Monamour é um vilarejo isolado em meio à floresta boreal da Sibéria. O lugar é cercado por cães selvagens que devoram quem ousa se aproximar. É lá onde moram o menino Leshka e seu avô, Ivan. Leshka toma um dos cães como seu melhor amigo e vive na esperança de que seu pai retorne, depois de dois anos de ausência. De tempos em tempos, seu tio Yuri traz comida e suprimentos para lá. Mas este é atacado pelos cães e desaparece, e Leshka e Ivan se veem isolados do mundo. Ao ver o avô atirar no seu cachorro, o menino foge e cai num poço. Agora,o avô precisa achar ajuda.
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O ambiente inóspito da Tundra siberiana é o cenário de um dos melhores filmes de relações do ano de 2011. Praticamente todo rodado em locações, Sibéria, Meu Amor discorre sobre a afetividade humana e seus paradoxos. As tragédias físicas dos ataques dos cães selvagens se mesclam com as tragédias das emoções da indiferença, do abandono, das privações incorporando um sentido de perda constante para todos os lados. Personagens reais, ambíguos, paradoxais. O roteiro aflui diversas histórias em uma linha narrativa em que todas elas convergem para o eixo principal do discurso, ou seja, o protagonista principal na trama, o órfão Leshia. Ele é o catalisador das emoções de todos os personagens. Ele aproxima o espectador daquele mundo que parecer ser estéril e desmotivado de vida. Sua esperança é do puro afeto paterno; a dos personagens, a redenção do inconsciente Cenas espetaculares com a exploração do uso de planos abertos e panorâmicas do mundo gelado do norte da Rússia oriental.
O mais russo dos filmes... chorei ao final... por tudo...
pela fé em Deus que nos é passada a todo momento, pelo garoto que encontra o 'pai', pelo caráter do avô, pela prostituta, pela fidelidade do cão e, claro, também pela Mãe-Rússia!
Uma direção primorosa... Irretocável!!!!!
Muito bom! Intenso, frio e com uma mensagem linda!
Filme intenso, com um roteiro e personagens tão frios quanto o clima que cerca a região montanhosa que dá nome a obra.
Os vários núcleos que compõem "Sibéria, Monamour" servem de pano de fundo para questionamentos acerca de família, morte e vida, e existem seguindo criteriosos conceitos de fundamentalização. Aqui nada acontece por acaso, e se devemos isso a um Deus ou somente a probabilidades, nunca saberemos e não devemos esperar dos personagens nenhuma resposta, sendo eles tão expectadores quanto nós que os assistimos assistirem suas próprias vidas.
Por fim achei o longa triste, frio, mas estranhamente acolhedor.
Adorei!