Young Danish woman Inger volunteers at a homeless shelter in Copenhagen, where she meets and falls in love with Kwame, an undocumented immigrant from Ghana. The couple builds a life together, but a devastating secret from Kwame's past may undermine their happiness.
O filme tenta sair da mesmice, mas acaba se perdendo em seus clichês e nas soluções pouco convincentes. Fica bem clara uma visão maniqueísta e preconceituosa de uma temática atual, de extrema relevância e extremamente polêmica: os refugiados. Falta mais empatia com os personagens para que a história tenha alguma densidade e evite ser interpretada - como talvez eu o tenha feito - das piores maneiras possíveis.
Enquanto a menina branca, dinamarquesa, é apresentada como o auge da bondade e candura, apesar de seu "sofrimento" (com sua mãe) - aliás, é de péssimo gosto o filme querer contrapor à situação de Inger à de Kwame ("eu sofro também"). Este, por sua vez, sofre preconceito, e as situações bem demonstradas de um refugiado longe de seu país de origem e as pressões que recebe da família que mora longe - o que não é inteiramente suficiente para que quem vê o filme se identifique com as motivações de Kwame para acabar sendo o retrato simplório e caricaturado de um refugiado negro: mentiroso e ladrão. Por fim, três fatores chamam a atenção: primeiro, a explosão da mãe de Inger no jantar de Natal, reação a presença de seu genro negro/refugiado logo é perdoada e considerada com um deslize menor por sua filha (parece que o preconceito que fora apresentado de maneira tão agressiva até então é normalizado por aquela que o combate desde o início da película); em segundo lugar, Inger oferece dinheiro a Kwame para deixar a Dinamarca - é essa a solução para com os refugiados? Pague-os e o suma com eles? Fato pouco convincente é que Inger, que jamais é apresentada como alguém rica durante o curta, apesar de trabalhar apenas como voluntária, dá a Kwame muito mais do que lhe foi deixado de herança por sua mãe; terceiro ponto: a gravidez de Inger soa falsa e desnecessária: qual a razão de continuar sendo mãe desse bebê???????? O romance um tanto apressado do casal só serve, na minha opinião, para reforçar o estigma de "aproveitador" de Kwame e de "vítima" de Inger
Uma das piores coisas que já vi. Ele mira em uma história sobre a luta de ser imigrante mas acaba sendo bem racista, corroborando com preconceitos de violência e má conduta em relação a estas pessoas.
A menina branca é totalmente perfeita, humanitária, perdoa o cara sempre que faz uma merda. Já o negro sofre, mas é violento, mente, rouba e não tem um momento de redenção ou algo do tipo. Sai mais como vilão do que vítima.
Extremamente mal atuado, o plot da mãe da dinamarquesa tem uma conclusão ruim e o final passa um subtexto de que imigrantes deveriam ficar no seu país apesar de tudo e não conseguem se adaptar a outro lugar.
É um bom filme!
Ao mesmo tempo em que você condena algumas atitudes de Kwame, você até o entende. O Filme mostra um pouco do pensamento preconceito que muitas vezes ainda impera na mente de muitas pessoas, na Dinamarca especificamente sendo mostrado no filme.
É um filme que merece ter mais tempo em tela, talvez um longa metragem conseguisse explorar ainda mais o que aqui foi mostrado. Eu gostei muito.
Meio clichê, mas é interessante.
Filme bom, mas o ritmo é tão rápido que nem sentimos empatia pelos protagonistas, mas não é um filme ruim.