Dispostos a deixar suas vidas conturbadas para trás, irmãos gêmeos retornam à sua cidade natal para recomeçar suas vidas do zero, quando descobrem que um mal ainda maior está à espera deles para recebê-los de volta.
“Pecadores” usa o mito do vampiro para fazer a autópsia mais afiada já realizada sobre a apropriação cultural. Ryan Coogler e Michael B. Jordan entregam não apenas um thriller de terror absurdo, mas um espetáculo sociológico banhado a sangue, poeira e blues no Mississippi dos anos 1930.
O que começa como drama de época vira terror quando aparece um vampiro que não quer sangue, quer as canções. A sequência musical do meio do filme é uma das melhores coisas do cinema recente.
Remmick, o irlandês, não é um monstro burro. Ele não quer apenas saciar a sede fisiológica de sangue; o objetivo principal do monstro é capturar o jovem guitarrista Sammie (Miles Caton) para roubar o seu talento e consumi-lo em rituais ancestrais. Quer as histórias, quer as canções, quer que todo mundo cante junto a mesma melodia e vire uma coisa só. É difícil pensar em metáfora mais precisa para apropriação cultural, e ela tem parentesco direto com aquela imagem do Marx sobre o capital como trabalho morto que só vive sugando trabalho vivo. O horror do filme não é a mordida. É a oferta gentil.
Onde ele escorrega? O terceiro ato vira cerco. Gente trancada em um prédio, regras de vampiro sendo testadas, e o filme perde um pouco da estranheza gloriosa que tinha construído.
"O sangue de vocês apenas me mantém vivo. Mas é o blues de vocês que me impede de morrer." - Remmick
Um manifesto gótico-sulista impecável sobre ancestralidade e resistência que Ryan Coogler e Michael B. Jordan alcançaram em Pecadores vai muito além do terror convencional. É um filme que usa as convenções do horror de vampiros como uma alegoria visceral para o colonialismo e a opressão racial no Mississippi dos anos 1930. A dualidade que o Jordan imprime nos gêmeos Smoke e Stack ancora o peso dramático da história, mas é na direção e na atmosfera densa que o longa se consagra como uma obra de arte.
Curti a metalinguagem, fotografia, atuações e ambientação, mas a história por si só deixou a desejar e também não curti tantos as músicas que usaram, dava pra botar uns blues de realmente arrepiar. O final também achei besta, mas de modo geral bom filme.
“Pecadores” usa o mito do vampiro para fazer a autópsia mais afiada já realizada sobre a apropriação cultural. Ryan Coogler e Michael B. Jordan entregam não apenas um thriller de terror absurdo, mas um espetáculo sociológico banhado a sangue, poeira e blues no Mississippi dos anos 1930.
O que começa como drama de época vira terror quando aparece um vampiro que não quer sangue, quer as canções. A sequência musical do meio do filme é uma das melhores coisas do cinema recente.
Remmick, o irlandês, não é um monstro burro. Ele não quer apenas saciar a sede fisiológica de sangue; o objetivo principal do monstro é capturar o jovem guitarrista Sammie (Miles Caton) para roubar o seu talento e consumi-lo em rituais ancestrais. Quer as histórias, quer as canções, quer que todo mundo cante junto a mesma melodia e vire uma coisa só. É difícil pensar em metáfora mais precisa para apropriação cultural, e ela tem parentesco direto com aquela imagem do Marx sobre o capital como trabalho morto que só vive sugando trabalho vivo. O horror do filme não é a mordida. É a oferta gentil.
Onde ele escorrega? O terceiro ato vira cerco. Gente trancada em um prédio, regras de vampiro sendo testadas, e o filme perde um pouco da estranheza gloriosa que tinha construído.
"O sangue de vocês apenas me mantém vivo. Mas é o blues de vocês que me impede de morrer." - Remmick
Um manifesto gótico-sulista impecável sobre ancestralidade e resistência que Ryan Coogler e Michael B. Jordan alcançaram em Pecadores vai muito além do terror convencional. É um filme que usa as convenções do horror de vampiros como uma alegoria visceral para o colonialismo e a opressão racial no Mississippi dos anos 1930. A dualidade que o Jordan imprime nos gêmeos Smoke e Stack ancora o peso dramático da história, mas é na direção e na atmosfera densa que o longa se consagra como uma obra de arte.
Curti a metalinguagem, fotografia, atuações e ambientação, mas a história por si só deixou a desejar e também não curti tantos as músicas que usaram, dava pra botar uns blues de realmente arrepiar. O final também achei besta, mas de modo geral bom filme.
Esse filme é uma perda de tempo, os personagens são burros e a história vai do nada a lugar nenhum.
Excelente do início ao fim