Hélio Cadete
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Florianópolis - (🇧🇷 BRA)
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Últimas opiniões enviadas

Hélio Cadete
½
1 semana atrás

Netflix cumprindo tabela no catálogo de true crime.

O filme monta uma conta simples em que humilhação na juventude dá bomba na maturidade, e formação humana não funciona assim. Sobra uma ironia que ninguém percebeu: é um filme sobre um psicólogo que abusou da psicologia usando psicologia barata para se explicar.

O material bom está todo nos experimentos de Harvard, que aconteceram de verdade e consistiam em destruir metodicamente aquilo que um jovem acreditava sobre si mesmo.

A atuação de Tremblay segura essas cenas muito bem e Russel Crowe entende o tipo de homem que faz o mal achando que serve à ciência.

O problema é que o filme corta fora dali toda hora para uma linha do FBI com personagem inventada, e em 97 minutos nada respira. Bonito, competente, sem ponto de vista.

Hélio Cadete
1 semana atrás

Sabe aquele jantar em que o clima fica tão desconfortável que dá medo até de mastigar para não fazer barulho? É exatamente aí que a Olivia Wilde joga a gente em “Convite”.

A situação é daquelas boas de tão constrangedora: um casal com o casamento por um fio decide chamar para jantar os vizinhos de cima, justamente aqueles barulhentos que não deixam ninguém dormir. O que começa como pura obrigação social e sorrisos amarelos vai derretendo até virar uma lavagem de roupa suja coletiva sem o menor pudor.

Joe está num ponto fora da curva aqui: nada de piada fácil, é puro pânico existencial e cansaço nos olhos. E quando Piña e o Hawk entram no apartamento, a dinâmica vira um atropelo de carisma e caos.

É aquele tipo de comédia amarga que te faz rir de nervoso do início ao fim.

Tô reflexivo depois de tanta tensão e tesão!

Hélio Cadete
½
3 semanas atrás

Um retrato hipnótico e melancólico sobre o colapso das regras e valores morais em uma comunidade, deixando os indivíduos sem norte ou limites. Com uma direção estilosa e sensível de Gia Coppola, o filme explora o tédio, a falta de limites e a busca por conexão em uma sociedade onde os adultos são meros fantasmas.

Os adolescentes de “Palo Alto” não sofrem por falta de recursos. Eles sofrem porque ninguém ocupa o lugar de adulto. Todo mundo à volta deles é adolescente prolongado. Não há a quem se opor, e sem isso não dá para crescer.

Os adultos são sombras distantes, egoístas ou abertamente irresponsáveis. Sem a presença de guias ou barreiras impostas pelo mundo adulto, esses jovens habitam um vácuo ético. Eles não usam drogas ou cometem atos inconsequentes por rebeldia pura, mas numa tentativa desesperada de testar os limites do próprio corpo e sentir qualquer coisa em meio ao tédio sufocante do privilégio.

É um filme honesto, sensível no tema mais delicado que ele tinha em mãos, e visualmente seguro. Vale muito, especialmente para quem trabalha com adolescente. É uma pérola do cinema indie que captura bem o sentimento de estar perdido no mundo. Erra por parecer demais com o cinema da tia e por confundir, em alguns trechos, deriva com falta de estrutura.

  • Filmow 3 semanas atrás

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