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Data de lançamento
20 Abril 2011Duração
Laure (Zoé Héran) é uma garota de 10 anos, que vive com os pais e a irmã caçula, Jeanne (Malonn Lévana). A família se mudou há pouco tempo e, com isso, não conhece os vizinhos. Um dia Laure resolve ir na rua e conhece Lisa (Jeanne Disson), que a confunde com um menino. Laure, que usa cabelo curto e gosta de vestir roupas masculinas, aceita a confusão e lhe diz que seu nome é Mickaël. A partir de então ela leva uma vida dupla, já que seus pais não sabem de sua falsa identidade.
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A necessidade de ser.
Oito anos antes da grande obra-prima 'Retrato de uma Jovem em Chamas' (um dos 5 melhores filmes dos últimos 8 ou 9 anos) e dez anos antes do belíssimo 'Pequena Mamãe', Céline Sciamma nos deu esta maravilha extremamente sensível chamada 'Tomboy'.
Cada olhar, postura encolhida, sorriso tímido e passo retraído (que aos poucos ganham confiança, brilho e vida) de Laure/Mickäel são filmados com enorme paixão por sua diretora.
O talento da cineasta para dirigir crianças e extrair o melhor delas é algo formidável.
Dentro de casa há todo o amor dos pais e da irmã, mas é fora que a protagonista consegue ser ela mesma e experimentar a persona que tanto tem vontade de ser.
Momentos como a cena no início na qual vemos que Laure/Mickäel, que aparecia sempre vestida de menino, nasceu biologicamente como menina são memoráveis. Outros exemplos são aquele em que ela se olha no espelho de sunga (uma que a jovem improvisa) e prepara a massinha de modelar para usar, os das cenas de mãos dadas (da protagonista com a Lisa), o dos beijos e o da dança entre duas crianças.
Sentimos tudo com muita intensidade em 'Tomboy', pois o longa passa de forma muito palpável o desejo de felicidade e a angústia enorme da personagem principal.
Sciamma também filma com enorme carinho os outros personagens. Basta percebermos como a irmã, as outras crianças, o pai e a mãe são extremamente humanos. Todos são tão vivos em suas presenças — parece algo simples de se fazer, porém passa muito longe de ser. E quando eles sentem o que está acontecendo, todos reagem de forma crível, com incerteza e sensibilidade, errando e acertando.
Na situação difícil na qual são surpreendidos, não deixa de ser muito bonito e verdadeiro como a irmã, o pai e a mãe lidam com o dilema de Laure/Mickäel. É duro, eles não sabem exatamente se cada ação feita é a melhor, mas sabemos que há coração por trás do que vemos.
O medo de ser vista como você não gostaria, como o mundo prefere, é devastador.
O quão difícil é encontrar sua própria identidade? O quanto isso pode ser dolorido?
Um rico filme sobre identidade, gênero e descoberta sexual.
Filme de olhar extremamente apaixonante. A câmera e o longa captam com perfeição a infinita vontade de desabrochar de uma alma.
Como esquecer os momentos de felicidade de Laure/Mickäel? Como esquecer o olhar apaixonado de Lisa? Ou o grandioso carisma de Jeanne?
No fim, após julgamentos e revelações, nasce um sinal de possível recomeço em um belo sorriso e em um esperançoso olhar.
O elenco infantil é espetacular. A capa sempre me passou uma outra ideia de filme.
19/5/2026
12/09/2025 Queria assistir fazia tempo. Um filme mediano.
a irmãzinha sendo a MAIOR aliada da história do cinema :') amei acompanhar essa relação de irmandade e fiquei impressionada com tanta criança atuando tão bem <3
lindo, sensível e, de certa forma, simples, mesmo tratando de algo complexo (o que só mostra como somos treinados a reproduzir normas que aprisionam o instinto natural de existir).
Desafio ~ Mês do Orgulho
Prompt 2. Um filme dirigido por uma diretora LGBT
filmow.com/listas/the-world-of-heterosexual-is-a-sick-and-boring-life-l249603/