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Data de lançamento
21 Ago. 2022Duração
Por volta de 200 anos antes dos eventos de "Game of Thrones", a dinastia Targaryen encontra-se no ápice absoluto de seu poder, com mais de 15 dragões. A maioria dos impérios – reais e imaginários – desmorona de tais alturas. O rei Viserys Targaryen rompe com um século de tradição ao nomear sua filha Rhaenyra como herdeira do Trono de Ferro. Mas quando Viserys acaba tendo um filho, os nobres e plebeus de Westeros ficam chocados quando Rhaenyra mantém seu status de herdeira, e sementes de divisão semeiam atrito em todo o reino.
A primeira temporada de House of the Dragon funciona como um grande prólogo para a Dança dos Dragões, evento do universo criado por Martin que culmina na extinção das criaturas que garantiram o poder da Casa Targaryen. O objetivo desse prólogo é estabelecer um conflito entre dois lados: os Verdes, liderados por Alicent Hightower, e os Pretos, liderados por Rhaenyra Targaryen. O interessante é que a série não pretende reduzir esse conflito a uma simples disputa pelo Trono de Ferro, mas apresentá-lo como uma oposição entre duas visões morais distintas. Essas duas perspectivas, como veremos a seguir, podem ser compreendidas a partir da filosofia de Friedrich Nietzsche. O embate entre elas se torna o motor de um dos desenvolvimentos de personagem mais interessantes e complexos da série: Alicent Hightower.
A visão moral de Daemon Targaryen
Embora o conflito se desenvolva entre as facções lideradas pela Princesa e pela Rainha, o Príncipe Rebelde desempenha um papel decisivo no estabelecimento da oposição moral que a série apresenta nos primeiros episódios. Desde o início, Daemon é retratado como alguém de personalidade desafiadora: ele não mede esforços para atingir seus objetivos e não demonstra arrependimento por suas ações.
Daemon compartilha a visão comum nesse universo de que os Targaryen são superiores, estando “mais próximos dos deuses do que dos homens”. O filósofo Friedrich Nietzsche, ao analisar o desenvolvimento histórico dos valores morais, identifica aquilo que chama de “moral nobre-aristocrática”, com a qual o pensamento de Daemon apresenta diversas semelhanças. Na base dessa concepção está a ideia de que indivíduos excepcionais não devem ser limitados por normas comuns. Como Targaryen e cavaleiro de dragão, Daemon não acredita que regras e convenções compartilhadas pelos demais devam ser aplicadas a ele...
- Texto completo:
https://edsonfsilvafilosofia.substack.com/p/sempre-defendendo-o-reino-a-familia?r=797xey
Achei que a narrativa peca no desenvolvimento dos personagens principalmente nos saltos de tempo, são apressados, não naturais e soam engessados, coisa que mais senti diferença em relação a GoT. A troca somente das protagonistas na fase adulta também não ajuda depois...
Também não senti que a série consegue criar uma relação sentimental/amorosa aprofundada entre a Rhaenyra e o Daemon no começo, o que torna mais difícil aceitar os acontecimentos com o passar da temporada...
Mesmo assim temos momentos excelentes, talvez o melhor seja toda a sequência após a briga entre os filhos da rainha e da princesa no episódio 7, atores estavam afiados! Além disso a sensação de reviver o universo de GoT por si só já é incrível!
Antes de qualquer coisa, preciso reconhecer um mérito enorme de A Casa do Dragão: carregar o peso de ser um spin-off de Game of Thrones não é tarefa fácil. A expectativa era gigantesca, as comparações eram inevitáveis e, ainda assim, a série conseguiu construir sua própria identidade, com excelentes atuações, uma produção impecável, intrigas políticas envolventes e uma atmosfera digna do universo criado por George R. R. Martin.
Dito isso, tem uma coisa que sempre me tira completamente da imersão: o personagem Aemond Targaryen. Não é uma crítica ao ator, que faz um ótimo trabalho, mas o visual, a postura exageradamente estilizada e até algumas expressões fazem ele parecer um personagem saído de um anime japonês. Sempre que ele entra em cena, em vez de enxergar um príncipe de Westeros, eu tenho a sensação de estar vendo um protagonista ou vilão de anime japonês, e isso quebra um pouco a imersão que a série constrói tão bem no restante dos episódios.
Mesmo assim, no conjunto da obra, A Casa do Dragão continua sendo uma excelente série e uma das poucas produções que conseguiram honrar o legado de Game of Thrones.
Temporada com uma tarefa ingrata: narrar os eventos que levam à guerra que será o foco da série. Os saltos temporais prejudicam a coesão entre os episódios e o desenvolvimento dos personagens. Há momentos ótimos, outros nem tanto.
Elenco bem afinado, a Milly Alcock como Rhaenyra jovem foi muito bem. A temporada começa boa, tem uma barriga no meio com as passagens temporais, mas termina bem. Só fica um desapontamento com o pouco uso dos dragões, que são o grande chamariz da série.