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O filme tem uma boa ambientação, premissa muito interessante do monstro de terror que sai do ambiente escuro e isolado e começa a caçar numa cidade distópica superpopulosa e afundada no crime, a selva urbana. As atuações são boas, protagonista interessante, o filme vai tem um mistério a ser resolvido sobre a atuação do alienígena como também de certo grupo humano. Vale a assistida.
Fazendo as devidas ressalvas em relação aos efeitos práticos e especiais da época, uma coisa menor que me incomodou foi a coreografia do ator com a fantasia do yautja, ficou uma movimentação "muito humana" que te lembra com muita frequência que é uma pessoa em uma fantasia.
Isso não é Predador, é mais um goyslop genérico com fórmula Marvel para ser assistido em um domingo à tarde.
Parece que já tinham um roteiro de uma aventura espacial e enfiaram uma skin de predador no protagonista por potencial apelo comercial, não há carinho nenhum com o "predaverso" nesse filme. Tudo totalmente descaracterizado, se tivessem me mostrado sem contexto os primeiros minutos do filme com aquela disputa e me falado que era um corte de algum dos trocentos derivados de star wars da disney eu não questionaria.
Se analisar, este filme é tão raso e cheio de conveniências e furos quanto O Predador de 2018.
Um predador que fica fazendo piada, arruma um pet engraçadinho e se une a uma androide que conheceu a poucas horas.
O filme também parece ter uma mensagem anti-família. À despeito de obviamente parecer disfuncional o contexto de origem do yautja e da androide, a sociedade dos alienígenas funciona sobre o código de honra do caçador merituoso e a menina é um robô programado. Mesmo assim, ambos resolvem trair tudo e se revoltar contra os seus.
A segunda temporada já tem uma história confusa, mas se sustenta pelas batalhas apoteóticas. Esta temporada nem isso, continuidade mal explicada com os eventos prévios, introduz vários personagens novos para não os desenvolver direito assim como faz com os personagens prévios (e que muitos nem aparecem).
Nesta temporada há a a morte de um personagem que conhecemos mau por outro que conhecemos pior ainda. Não há apelo emocional, não fica claro a motivação e o impacto desse evento, só está ali colocado. O ponto positivo é que os episódios são curtos e dinâmicos, então você vê tudo rápido, entende parcialmente a história (devido diálogos expositivos com direito a telão de slides num limbo espiritual) e segue concluindo uma temporada que parece ter saído de nada a lugar nenhum.