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Devoradores de Estrelas até tenta se vender como ficção científica inteligente, mas acaba escorregando feio para um besteirol quase involuntário, especialmente quando resolve abraçar o humor.
O problema é que a comédia aqui não funciona como alívio, mas como sabotagem. Em vez de equilibrar a tensão, o filme transforma situações que deveriam ser dramáticas em momentos constrangedores, com piadas fora de tom e um protagonista que reage a eventos cósmicos como se estivesse num sitcom. A sensação é de que o roteiro não confia na própria história e precisa o tempo todo “quebrar o gelo”, mesmo quando não deveria.
E aí vem o ponto mais difícil de engolir: a tal “amizade impossível”. O que poderia ser o coração emocional do filme vira algo forçado, quase infantil. A construção dessa relação parece apressada e conveniente, como se bastassem alguns diálogos simplistas e interações caricatas para convencer o público. Em vez de algo profundo e tocante, soa como uma tentativa meio preguiçosa de criar um vínculo “fofo” a qualquer custo.
O resultado é um filme que não se decide entre ser sério ou cômico e falha nos dois. Quando tenta emocionar, já perdeu credibilidade. Quando tenta fazer rir, exagera e quebra completamente a proposta.
No fim, Devoradores de Estrelas acaba parecendo uma paródia acidental de si mesmo: uma ficção científica que queria ser grandiosa, mas virou um besteirol com amizade improvável mal desenvolvida e humor deslocado.
Avatar: Fogo e Cinzas é praticamente um “avatar” no sentido literal: um corpo bonito carregando a alma de vários outros filmes já conhecidos. Visualmente, é absurdo de lindo — parece que James Cameron resolveu mostrar mais uma vez que ninguém brinca com tecnologia como ele. Mas, por dentro, a sensação é de déjà vu constante.
A história mistura aquele pacote clássico: tem o espírito de Dances with Wolves, a crítica ambiental de Princess Mononoke, conflitos tribais que lembram The Last Samurai e até aquele drama familiar meio épico que já virou marca da própria franquia Avatar. Tudo funciona… mas nada surpreende de verdade.
É como se o filme fosse um remix de grandes sucessos do cinema, só que com um orçamento gigantesco e gráficos de outro planeta. Você assiste e fica impressionado — mas também percebe que já “sentiu” essa história antes, só que em outros corpos.
No fim, Avatar: Fogo e Cinzas não deixa de ser bom — longe disso. Mas é aquele tipo de filme que brilha mais pelo espetáculo do que pela originalidade. Um gigante visual… com alma emprestada.
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
O filme parece mais preocupado em agradar fãs com referências constante do que em contar uma história de verdade. É literalmente um desfile de referências: fase aqui, power-up ali, trilha remixada acolá… mas tudo sem peso, sem construção. É tipo reconhecer tudo e não sentir nada.
A narrativa é rasa a ponto de parecer um grande tutorial que nunca evolui. Os personagens estão ali só pra cumprir tabela.
O Mario corre, o Bowser faz pose de vilão, e pronto. Falta conflito de verdade, falta desenvolvimento, falta alma.
No fim, a sensação é que a gente toma um café morno e dormido ou um refrigerante sem gás. Funciona como vitrine da Nintendo, mas como filme… é esquecível.
É aquele tipo de produção que você assiste, reconhece tudo, mas quando termina, parece que não aconteceu nada.