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Data de lançamento
8 Março 2018Duração
Martín é o último habitante de Auzal, uma vila remota nas montanhas. No início da primavera e no final do verão, ele desce até os vales, onde faz negócios e obtém provisões para o restante do ano. Depois de um encontro tórrido e fugaz com Joxepi, “la molinera”, Martín começa a considerar seriamente a sua solidão e decide comprá-la de seu pai, Goio. Com Joxepi ao seu lado, Martin começa a experimentar novos sentimentos.
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Se for mesmo uma produção Netflix, então é o melhor filme da casa. Acho que eles apenas compraram os direitos de exibição. A primeira fala acontece com quase vinte minutos de cena, e isso é incrível! Diferente dos filmes americanos, onde, geralmente, as personagens precisam usar o texto como muleta para passar emoção, nesta obra o silêncio é preenchido com imagens e atos que seguram a expressão artística e favorecem a imersão do expectador. É um filme adulto, para adultos, e exatamente por isso a beleza técnica é atravessada pela dor de um roteiro trágico moderno. O fato é que assisti-lo pela segunda vez seria uma loucura superada apenas pelas pessoas que se negarem a assisti-lo pela primeira vez.
É um belo filme sobre o limite das palavras. Mas, para quem não tem paciência ou só gosta de filmes de ação, não assista.
Filme visceral.
Menos diálogos que o casamento da minha mãe.
Mas deu a Mário Casas a oportunidade de mostrar uma outra face.
Que filme chato e sonífero. Quase não tem falas
Que filme forte, cru, brutal.
Eu gosto de filmes assim onde o silencio impera, onde nada é te dado como mastigado, onde falta ação (ou é arrastado como dizem)
Vejo como as coisas são difíceis hoje, mas naquela época também era, me faz repensar que o mundo é cruel, e que toda época tem seus desafios, e que pode passar séculos algumas coisas nunca vão mudar, vão sempre se perpetuar.
Os comentários aqui também me fizeram questionar muitas coisas, sem julgar ngm pq a arte desperta diversas sensações, e eu acho incrível como conseguimos abrir empatia para personagens que nem sempre merece. Ainda assim, eu penso como as pessoas conseguem justificar estupro, nesse caso como “coisa da época”, não gente, isso é brutal em qualquer época, e como nos comentários aqui ter ate pena dele por ele ter sido envenenado, mas não tem pena dela por ter sido violentada diversas vezes. Tudo bem que o filme tem uma narrativa que favorece a isso, primeiro pq há um silencio constante então eles não expressam o que sentem ou que querem falar, não tem um narrador para saber o real pensamento dos personagens. Segundo pq é uma narrativa vista do ponto de vista daquele homem, o enfoque nele faz com que a gente fique sem saber o que a irmã pensa, o filme te induz a ter empatia aquele homem, o ator também arrasa tanto na atuação que só com o olhar dele conseguimos entender o que ele quer passar, que aquele personagem é um produto do meio que vive, se ele é bruto e preocupado ao mesmo tempo é pq a vida fez ele ser assim, é meio que o conceito animalesco, solitário igual ao lobo, que só que procriar, mas tem apego aquela que gera, mas nesse ponto esquecemos totalmente sobre aquela mulher, sobre como patriarcado funciona a ponto de uma mulher só ter motivos para ser querida se for alguém útil para gerar, que uma mulher é uma moeda de troca para família, apenas um produto, isso vemos perpetuar ate hoje, ou seja, será que também não tem o seu que de atual? Eu não acho que a primeira esposa tenha sido estuprada como outras pessoas dizem, eu acho que ela tinha uma certa “””malicia”” que a outra irmã não tinha, até pq era viúva e estava gravida, ou mesmo tinha desejo por ele, e vice versa, é possível ver que ele gostava dela quando destrói o cemitério, alias, será que não houve outras tentativas devido tantos túmulos? Claro, isso foi o que consegui ler do filme, cada um vai ter sua leitura particular. Depois vou ter mais reflexões e contribuo mais pra esse debate