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Duração
E se a Coreia do Norte pudesse fazer seu próprio documentário ocidental? Vitaly Mansky concordou em permitir que representantes do regime de Kim Jong-un escolhesse o tema (a vida de uma menina-padrão de 8 anos de idade e sua família- padrão da capital Pyongyang), a cenografia e revisse os resultados. No entanto, simplesmente gravando o processo e as preocupações do Estado manipulador, o documentário se torna farsa e negação, em seguida, inquietante, revelando agonias por trás da sociedade Potemkin. As explosões ritualizadas de cor e alegria contrastam fortemente com a pálida realidade cotidiana, que não é particularmente terrível, mas sim bastante surreal, como uma vida normal vista "através do espelho".
Um documento fascinante que quase nos faz rir em voz alta ... até que nos deixa muito, com muito medo.
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Nunca quis tanto falar sobre cada segundo de um filme e ao mesmo não querer nunca mais sequer chegar perto do assunto. Nunca vi nada tão impactante.
Eu imagino que a decisão de deixar essas cenas rolarem sem muitos cortes e sem trilha nenhuma, na maioria das vezes, seja pra deixar tudo bem mais cru.
Como a proposta era acompanhar a rotina de uma menina de 8 anos, acredito que eles quiseram mostrar o quão é enfadonho e triste a vida de uma criança nesse país, onde até o que deveria ser lazer, acaba se tornando só mais um espetáculo de adoração ao líder deles.
Mas ainda que eu compreenda, não muda o fato de que essa escolha deixou o documentário mais difícil de assistir. Eu fiquei tão entediada quanto a menina que estava quase dormindo na cadeira ouvindo as histórias de guerra.
Um tapa na cara da gente (eu) que se lamenta quase que diariamente pro universo por ter nascido no Brasil, realmente não há nada tão ruim que não possa piorar.
Além do óbvio, me chamou a atenção como a capital do país é feia .. toda cinza, depressiva, sem natureza, uma distopia que dura anos as vistas do mundo todo.
Engraçado perceber que, o Trump endureceu as sanções contra Cuba nos últimos anos, ao mesmo tempo que tirou foto e estreitou relações com Kim Jong-un, ké dizê ... oq um poder bélico não faz né?
Pouco mais de uma hora e meia que pareciam uma eternidade, não por ser um documentário (ou filme) ruim, mas por incomodar e gerar desconforto a cada nova cena mostrada. Há muito para se falar sobre tudo que sabemos, que acompanhamos, das coisas que temos noção, mas ao invés de palavras, deveriam haver ações para ajudar essas pessoas. O documentário mostra apenas a pequena ponta do iceberg do que acontece no país e já nos faz imergir na realidade de tantas pessoas. É triste saber que em pleno século XXI ainda exista uma nação passando por essas atrocidades da idade média e que o mundo está praticamente de mãos atadas. Pessoas que já nascem sem liberdade, um país onde se educam robôs para proteger e adorar mundiças que não largam o poder nunca, onde é normal abusar dos direitos humanos (na verdade nem existem). Falaria por horas e horas aqui tudo que penso sobre a Coréia do Norte, mas nada disso adiantaria. É um lugar triste, parece uma realidade invertida da nossa. Em pleno 2020 temos todas as provas que campos de concentração são usados por lá (e outros construídos ainda) e simplesmente ficamos de braços cruzados, só esperando sair a próxima notícia sobre o idiota mimado que tem um país e um povo de estimação, como se jogasse um The Sims da vida real. É frustrante saber e não ter como ajudar. Poderia ser eu, poderia ser alguém que amo, poderia ser nossa nação. Que um dia essa tristeza acabe e o povo norte coreano possa ver como o mundo é lindo e como a vida é única. Nenhum ser vivo deveria passar por isso. Voltando ao documentário, é apenas uma pequena parcela do que quiseram e puderam nos mostrar. Estou lendo "Fuga do Campo 14" atualmente, depois de assistir muitos vídeos da Yeonmi Park e outros refugiados, vale a pena conferir esses outros lados mais obscuros ainda.
Sensacional