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Data de lançamento
13 Abril 2019Duração
O filme acompanha brasileiros que se encontram engajados em exércitos regulares ou em forças mercenárias de outros países. Nosso país não vive sob uma guerra declarada mas vários dos seus jovens fazem a opção de lutar no exterior. O que será que está envolvido nestas motivações? Entender as contradições inerentes a essa escolha, sem julgamento de valor, não é tarefa simples mas é, sem dúvida, uma forma de sentir o Brasil contemporâneo.
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"E por qual tipo de liberdade eles estavam lutando, afinal, Joe?”
Vi algumas pessoas reclamando da montagem, quando, na verdade, eu acho que a montagem do doc é o seu grande ponto forte narrativo.
Primeiro, vemos a história de Bruno, onde mostra toda a questão do sonho em servir, a vontade de dar uma condição de vida melhor para filha e a mãe, além de toda sua apreensão em ser aceito na Legião Estrangeira. Ou seja, nessa primeira parte, temos o início de uma trajetória militar no estrangeiro.
Já na segunda história, a de Mario, nós podemos ver um garoto completamente deslumbrado com a sua atuação no exército israelense, marcando bem o meio dessa trajetória militar que o documentário tenta expor. O garoto, até por ser o mais novo dos 3 personagens centrais desse doc, deixa explícito toda a sua inocência e ingenuidade, construindo uma ótima representação dos sonhos de uma juventude em relação ao serviço militar.
Por fim, temos o personagem do Felipe, que finaliza esse arco de serviço militar. Além de estar completamente destruído fisicamente e mentalmente, ainda é completamente descartado pela Marinha como alguém "sub-honrável", em consequência do vício em analgésicos adquirido no período em que serviu em zona de combate.
Portanto, acredito que a montagem estrutural desse documentário é, realmente, o seu ponto forte, pois, se Bruno representa o início, Mario, o meio, Felipe é, certamente, o fim. Fazendo, assim, um link temporal bem bacana entre três histórias aparentemente autônomas.
3 histórias distintas. Muito monótono, não impactou em quase nada.
Os retratados são muito interessantes, mas não consegui deixar de pensar no quanto as cenas desse filme foram calculadas, sugestionadas pela equipe. Documentários, em geral, têm essa característica mesmo, mas acredito que quando fica tão na cara, ao ponto de eu ficar pensando sobre isso enquanto assistia, é porque não funcionou muito bem.