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Ao sul de Beirute, Líbano, há um campo de refugiados de 68 anos onde moram refugiados da Palestina, Síria e Iraque. Muitos viveram neste campo suas vidas inteiras - Mariam AlShaar é uma delas. Agora, Mariam lidera as mulheres deste acampamento para fazer o que nunca foi feito antes. Eles começaram com uma pequena cozinha através um pequeno empréstimo. Com probabilidades políticas quase intransponíveis contra elas - elas procuram iniciar o primeiro caminhão de alimentos para refugiados. Sua jornada é um dos muitos altos e baixos, mas é a comunidade que é construída, a sensação de esperança e a forma como eles se vêem que fazem deste um filme emocionante e emocionante sobre sua jornada. Mariam, conhecida como "a senhora louca", agora mostrará o quão louca ela é.
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Mariam Shaar passou sua vida inteira dentro do campo de refugiados Burl El Barajneh, no Líbano. Entretanto, em vez da história de pessimismo tipicamente associada a este cenário, o documentário de Thomas Morgan é temperado com a doçura da realização pessoal e da busca permanente em encontrar um lugar para viver em paz, mas sem se furtar do dever de revelar as condições precárias em que mais de 60 mil pessoas vivem e o preconceito sofrido. De modo leve, a narrativa apresenta as mulheres que cozinham no Soufra, um serviço de buffet que sonha em expandir o negócio para um food truck, e os obstáculos para concretizar este sonho: a obtenção de capital para aquisição do veículo (crowdfunding), a obtenção da licença governamental para trabalhar além das fronteiras demarcadas do campo de refugiados e, não menos importante, o preconceito de serem mulheres em uma sociedade patriarcal, ainda que o Líbano seja o mais progressista dos países do Oriente Médio neste sentido. A duração curta de 72 minutos propicia solução rápidas a situações que perduram semanas ou meses, mas isto apenas atenua o impacto extremamente positivo da produção existente no empoderamento das mulheres e na livre iniciativa e empreendedorismo, afora advogar, contundentemente, em favor do direito dos refugiados de serem reconhecidos como cidadãos. Não como estorvos, para não dizer algo pior.
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