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“St. Louis Blues” de 1929, o único filme de Bessie Smith e uma das primeiras produções com som da época. Inspirado na composição homônima que retrata o lamento de um coração partido no meio do gueto, conta com participação da Fletcher Henderson’s Orchestra e a sensação de se aproximar um pouco mais desse distante universo.
Bessie Smith foi a artista negra mais bem paga nos anos 20. E a primeira. Era chamada de “The Empress of the Blues”, dividia o palco com Louis Armstrong, cantava músicas de Alberta Hunter e tinha todo o respeito e prestígio da Columbia… mas teve uma vida bem complicada… o que acabou se tornando uma constante na trajetória de boa parte das divas do blues e jazz que vieram na sequência (Billie Holiday e Etta James que o digam). Desencontros amorosos em dobro com sua bissexualidade, uma carreira meteórica e curta e a morte no anonimato, oito anos depois do lançamento desse filme. Bem na época em que ela planejava o retorno aos palcos. Tudo isso pode parecer cliché, mas como eu disse… ela foi a primeira.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Ver Bessie Smith em vídeo (o único que existe dela, até onde sei), é no mínimo emocionante. Sendo fã há tantos anos, nunca imaginei que um dia veria ela se movimentando, falando e cantando. Ver, além de ouvir, traz uma carga muito maior de como o artista expressa a sua arte, e graças a esse curta podemos entender mais quem foi a GRANDE Bessie Smith.
O engraçado (e triste) é ver ela num papel tao diferente do que ela era. Bessie, sem sombra de dúvidas, não foi uma mulher submissa. Uma pena a única gravação que temos ser dela interpretando uma mulher abusada. Porém, acho que mesmo neste papel absurdo, ela consegue passar a força que tinha. R.I.P. Bessie Smith.
Lindo-lindo-lindo!