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Baseado na peça premiada de Elmer Rice, vencedora do prêmio Pulitzer, No Turbilhão da Metrópole desenrola-se apenas durante um dia e segue um grupo de moradores de um prédio, com sua dose de fofocas, traições e crimes. Neste rico estudo de personagens, sobressai-se a presença de Sylvia Sidney (Vive-se Uma Só Vez e Fúria, ambos de Fritz Lang), uma das mais brilhantes atrizes do cinema americano.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Belo drama com uma abordagem prosaica e com as cenas de tumulto ricas n ação, e que dá o clima de cinema para adaptação teatral que cresce muito nos seus ultimos 40' .
Uma obra teatral realmente sensacional, tendo praticamente quase que somente um cenário, a calçada do prédio onde vivem os personagens principais, diálogos inteligentes, ousado para época, filme atemporal, que merece ser conhecido por que é apaixonado por cinema clássico.
Conceito belíssimo concebido por King Vidor além de um retrato/ painel dos mais sóbrios a humanidade e talvez se torne mais contundente ainda quando o comparamos com os dias atuais e chegamos a conclusão de que o ser humano continua exatamente o mesmo, apenas o meio e as ferramentas se modificaram quando a rua passa a ser a rede social. Não evoluímos nadinha.
Relato desconcertantemente realista da vida nos edifícios de classe média em Nova York no início dos anos 1930 e o desespero da geração mais jovem para sair desse ambiente. A peça premiada com o Pulitzer de Elmer Rice, adaptada ao cinema pelo próprio, é reforçada pelas excelentes atuações, pelo impressionante trabalho de câmera de George Barnes e pela trilha clássica de Alfred Newman ainda em início de carreira. Em sua primeira metade a trama tem boas doses de comédia ácida da era pré-código Hays e revela-se um apurado estudo de personagens. A versão teatral estreou em Nova York em 10 de janeiro de 1929 e teve 601 apresentações. Oito artistas no filme atuaram originalmente na peça.
Apesar da genialidade da direção, que dispõe muito bem tantos personagens em cena, simultaneamente, o filme não consegue esconder a sua origem teatral: em muitas situações, a disposição dos atores é excessivamente demarcada, o que, levando-se em consideração as convenções cênicas da época, é um elogio! O elenco está soberbo e a meia-hora final é muito pungente, não deixando dúvidas de que o condutor desta obra magistral também fora responsável pela magnificência de A TURBA. Maravilhoso, ousado, intemporal - e que trilha sonora, uau! (WPC>)