terminei de assistir e pensei "nossa, menos pornográfico que o esperado", isso causou muita surpresa. menos de 24h depois, descobri que assisti a versão "light". segundo filme do bruce labruce que assisto e que só se acha versão mais pesada quando dublada em russo! o que ocorre entre os russos e o bruce labruce?
Ao final da sessão, a compulsão imediata era pela favoritação deste filme, de tão genial que ele é tanto enquanto "autobiografia preventiva". Porém, o filme vai muito além disso: por mais que o diretor e roteirista se desnude frente às câmeras em mais de um aspecto, trazendo à tona todas as contingências que lhe tornaram um dos mais geniais defensores da pornografia 'queer' (num espectro que ouso aceitar como revolucionário), os videozinhos que circundam a narrativa confessional são extraordinários em sua inventividade erótica. Para Bruce LaBruce, tudo é fetiche - e, ao mesmo tempo, não se esgota no fetiche: enfiar uma arma no ânus de um aleijado estuprado por lésbicas misoandras é um ato político, que se continua nos momentos escandalosos que vêm a seguir. Genial do começo ao fim, só não favorito este filme agora porque fiquei ainda mais deslumbrado com uma obra posterior do diretor, que aqui é referendado por seus gigolôs de adolescência, pelas amigas fãs do L7 e por si mesmo, que possui razões de sobra para ser positivamente egocêntrico (diferentemente do estouvado e precoce Xavier Dolan, ainda desencontrado em sua sub-militância gay modista). Por mais que o filme mencione um clássico felliniano em seu título, MY HUSTLER, do Andy Warhol, é, de fato, a sua maior influência e, como tal, não é obliterada, sendo mencionada em mais de um momento. Um filme impressionante, que me deixou em estado de choque e com as emoções à flor da pele, dos pêlos e dos fluidos corpóreos. Sou fã do Bruce LaBruce agora: devoto! (WPC>)
terminei de assistir e pensei "nossa, menos pornográfico que o esperado", isso causou muita surpresa. menos de 24h depois, descobri que assisti a versão "light". segundo filme do bruce labruce que assisto e que só se acha versão mais pesada quando dublada em russo! o que ocorre entre os russos e o bruce labruce?
Ao final da sessão, a compulsão imediata era pela favoritação deste filme, de tão genial que ele é tanto enquanto "autobiografia preventiva". Porém, o filme vai muito além disso: por mais que o diretor e roteirista se desnude frente às câmeras em mais de um aspecto, trazendo à tona todas as contingências que lhe tornaram um dos mais geniais defensores da pornografia 'queer' (num espectro que ouso aceitar como revolucionário), os videozinhos que circundam a narrativa confessional são extraordinários em sua inventividade erótica. Para Bruce LaBruce, tudo é fetiche - e, ao mesmo tempo, não se esgota no fetiche: enfiar uma arma no ânus de um aleijado estuprado por lésbicas misoandras é um ato político, que se continua nos momentos escandalosos que vêm a seguir. Genial do começo ao fim, só não favorito este filme agora porque fiquei ainda mais deslumbrado com uma obra posterior do diretor, que aqui é referendado por seus gigolôs de adolescência, pelas amigas fãs do L7 e por si mesmo, que possui razões de sobra para ser positivamente egocêntrico (diferentemente do estouvado e precoce Xavier Dolan, ainda desencontrado em sua sub-militância gay modista). Por mais que o filme mencione um clássico felliniano em seu título, MY HUSTLER, do Andy Warhol, é, de fato, a sua maior influência e, como tal, não é obliterada, sendo mencionada em mais de um momento. Um filme impressionante, que me deixou em estado de choque e com as emoções à flor da pele, dos pêlos e dos fluidos corpóreos. Sou fã do Bruce LaBruce agora: devoto! (WPC>)
Link que é bom, ninguém disponibiliza.
Autossuficiente!
Esse cara faz tudo no filme? Só tem ele na ficha técnica.