Rocio é uma jovem mãe solteira e desempregada que não recebe qualquer ajuda para pagar o aluguel do imóvel onde mora. Entre a vergonha e o medo de perder a custódia de seu filho Adrian, de 8 anos, Rocio sofre na solidão uma situação precária que piora a cada dia.
Ótima entrega da espanhola Natalia de Molina.
Difícil assistir esse filme, no Brasil de 2022, sem parar algumas vezes para respirar. A história da humanidade parece uma repetição eterna.
Em 2012, a Espanha, tinha aproximadamente 13 milhões de pessoas em risco de pobreza e exclusão social. A trama escolhe uma de tantas histórias para retratar a grave crise socioeconômica que a Espanha vivenciou.
É um Cinema Social robusto ao estilo de Mike Leigh e Ken Loach. É um daqueles filmes necessários que dentro de 20 anos será uma espécie de documentário deste período obscuro. É uma trama humana, dotada de grande realismo que sabe perfeitamente transmitir angústia, desespero e desesperança da protagonista para garantir teto e comida para si e o seu filho. Parte do sucesso se deve ao magnífico desempenho da atriz Natalia de Molina.
Testemunhamos assim atônitos o que uma pessoa pode suportar para garantir o mínimo da dignidade humana. É um filme poderoso.