Nahuel está terminando o colegial em Buenos Aires. Quando sua mãe finalmente morre após longa enfermidade, ele é forçado a passar três meses com seu pai Ernesto, um caçador durão e calado vivendo numa floresta da Patagônia, que ele não vê há mais de dez anos. Enquanto o pai se esforça para cuidar dele sem se envolver emocionalmente, Nahuel sem rodeios se ressente dele. Ele só quer superar a situação o mais rápido possível, reagindo violentamente a Ernesto, a sua nova família e a toda a aldeia. Quando eles partem para uma viagem de caça, Nahuel é confrontado com a região e os seus desafios. O mundo de seu pai é lentamente revelado a ele e sua relação é vista sob uma nova luz. Bonita, mas hostil, a vida na montanha obriga-os a colaborar, a fim de sobreviver.
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Achei estranha a nota tão negativa por aqui. É um filme honesto pro gênero. Já assisti alguns hollywoodianos com o mesmo enredo que não entregam metade desse.
Atuação do Germán Palacios foi sensacional.
Argentina e seus dramas silenciosos, tão profundos quanto belíssimos roteiros.
Relações familiares nunca são fáceis, principalmente quando, de repente, você se encontra sozinho e seu único parente vivo é um pai que havia abandonado quando criança.
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Temporada de Caza é um filme argentino que vai mostrar as relações entre pai e filho, um drama de conexão de duas pessoas que nunca estiveram juntas.
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As longas cenas sem diálogo se somam ao cenário inóspito da Patagônia nevada e ressaltam o isolamento físico e psicológico dos personagens que precisam encontrar o ponto de apoio comum para viverem juntos.
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O ritmo do filme é lento e o roteiro apresenta lacunas que podem ou não ser preenchidas ao longo da história, deixando para o espectador construir as conexões.
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Mas as belas paisagens e atuação convincente não são suficientes, pois a forma como a narrativa se estrutura no desenvolvimento de um recorte, sem necessariamente apresentar um arco, deixa a sensação de algo incompleto.
Uai, não entendi, se não queria conviver com o pai, por que foi?
Um ritmo que combina com o local, com tempo próprio. Situações delicadas, emoções sensíveis, especialmente difíceis de se trabalhar em nós homens, ainda mais na adolescência. Foi bem retratado tais conflitos. Gostei.