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Duração
O filme acompanha Fini Straubinger, de 56 anos, que aos 16 perdeu a vista e dois anos mais tarde ficou completamente surda. Primeiramente é a sua existência quotidiana e a de várias outras pessoas em situação idêntica. Depois traça-se rapidamente a evolução da sua doença, a queda na escada, os sintomas sempre crescente da perda das suas faculdades, um longo período de desânimo e inação que, mais tarde, vem a ser superado. Fini Strauberg consegue triunfar das condições adversas em que vivia, ultrapassando a dificuldade de comunicação, o isolamento, a descrença. Vive agora na Baviera, trabalha como visitadora de outros seus semelhantes, lutando para que cada um possa ver melhorada a sua situação.
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Primeiro documentário que vejo de Herzog, e quanta sensibilidade! A cena da Fini chegando para ajudar o Vladimir e da criança na natação são belíssimas, quase como uma luz na escuridão, que o filme tanto fala.
Claro que assiste um documentário como este com enorme tristeza e tenho certeza que todos saem dilacerados especialmente quando adentram em cena os dois meninos e em seguida o garoto com síndrome de down; Como cinema entendo que entrega aquilo que se espera de um documentário que se restringe à observar mas confesso que entendo também que o trabalho do cineasta aqui é pequeno.
Herzog com seus altos e baixos é um gigante do cinema, mas nos anos 70 era perfeito!Comemorando meu filme de numero 6.000!
Pensar neuroplasticidade,neuromodulaçao e desenvolvimento cognitivo a partir desse filme é algo que eu tenho que ter em mente pro futuro.Nao que eu nao conhecesse o que esse filme apresenta as possibilidades de vivencia de pessoas com diversidade funcional,mas a ideia que esse filme traz na confirmaçao e na manutençao de uma sinapse é muito evidente de ser percebida
Primeiro com a diferença cognitiva e de interaçao entre cegosurdos neonatos estimulados desde o desenvolvimento e o outro que nao foi.Em segundo lugar,com a perda da capacidade linguistica do ulitmo entrevistado.É de se pensar tambem como nossa capacidade cognitiva como esta posta é muito modulada pela nossa conexao com a linguagem e com a pontencialidade circunscrita no uso das palavras,sobretudo abstratas.
Herzog é um dos diretores mais sensíveis da história do cinema, e esse um de seus mais emocionantes trabalhos. Pode-se dizer que há pouco trabalho de criação artística aqui, já que o diretor se limita apenas a registrar as imagens, deixando-as falar por si só. Por um lado, faz falta os monólogos existenciais e poéticos que Herzog faz em outros documentários, e que pra mim são sua marca registrada. Por outro, as histórias contadas aqui são tão fortes e instigantes, que esses apontamentos tornam-se desnecessários.