Dirigido por
Duração
James McKay, um rico e aposentado capitão da marinha, chega ao Texas para se casar com Patricia Terrill, sua noiva. McKay é um homem cujos valores e estilo de vida são um mistério para os rancheiros e Steve Leech, o capataz da fazenda, imediatamente sente antipatia por James. Patricia é controlada por Henry Terrill, seu rico pai, que está envolvido em luta cruel sobre os direitos de água para o gado. Queem se opõe a ele é Rufus Hannassey, sendo que tanto Terrill quanto Hannassey ambicionam a mesma terra, cuja dona, Julie Maragon, acaba vendendo-a para McKay, que a dá de presente de casamento para sua noiva. Porém, o comportamento detestável de Patricia o leva a cancelar o casamento. Quando Julie é seqüestrada pelos Hannassey, McKay vai resgatá-la para evitar um banho de sangue entre os clãs rivais de Terrill e Hannassey.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
ao terminar achei filmaço, depois refletindo vi que há furo sobre personagem Patricia, ela desaparece no final e não volta para
lamentar morte do pai e o ex-noivo estar com a melhor amiga
Um western grandioso padrão William Wyler.
Western com um protagonista bem diferente do que estamos acostumados, Gregory Peck interpreta um pacifista, não interessa se os outros riem dele por andar sem armas, se não liga muito para cavalos ou não entra em brigas, ele desperta a inveja de dois homens, primeiro do capataz Steve (Charlton Heston) que amava sua noiva Patricia (Carroll Baker) e depois de Rufus (Burl Ives) por causa de sua nova amiga Julie (Jean Simmons), além disse James fica no meio de um confronto familiar de dois velhos rabugentos que se odeiam, ele tenta resolver as coisas de maneira sensata mas chega uma hora que o confronto é inevitável, mais um grande filme do William Wyler, trilha sonora e fotografia impecáveis como tem que ser no gênero.
Nesta obra. Wyler brinca de Ford com o olhar panorâmico de Lean numa trama de Stevens, onde o petróleo sai, entra o gado. Rufus e a fotografia exempar são o que tem de mlheor no filme. "Muitas referências", pensa você. Nem tantas, você que viu poucos filmes.
Visualmente falando, é um dos mais deslumbrantes westerns já feitos. A paisagem desértica californiana inspira não apenas admiração, mas sublinha o mesquinho estado de espírito dos personagens e seus conflitos desmedidos contrastados com a imensidão e a selvagem beleza do local em que vivem.
Apesar da duração desnecessariamente longa, às vezes cansativa, trata-se de uma obra com ideias muito interessantes a respeito da unidade do povo americano, a necessidade de novas abordagens para a resolução de antigos conflitos, o significado da masculinidade e a sua importância na construção de um Estados Unidos agregador e pacífico - uma crítica à postura americana nos anos iniciais da Guerra Fria. Além disso, subverte certas tendências do gênero ao caracterizar um protagonista alheio à dinâmica do velho oeste e não basear-se em grandes cenas de tiroteio para manter a atenção da audiência.
Ou podemos dizer que, essencialmente, “The Big Country” retrata o inevitável desaparecimento das velhas figuras da política americana em favor de indivíduos letrados e diplomáticos que dão espaço, mesmo timidamente, para mulheres e outros grupos étnicos (neste caso, os mexicanos) realizarem um trabalho de suporte - não mais que isso - na construção da nação. Independentemente da interpretação, seja ela otimista ou ácida, o que não muda é o trágico destino dos homens em desperdiçar a vida por alguns punhados de terra.