Danny Flynn e Maggie são dois amantes divididos entre a lealdade às suas tradições e a paixão que sentem um pelo outro, num dos filmes mais aplaudidos do ano, dirigido por Jim Sheridan, indicado ao Oscar. Quando Danny Flynn retorna a Belfast, depois de 14 anos na prisão, tudo o que ele quer é ter sossego, retomar sua carreira e reconquistar a mulher que permaneceu em sua memória. Mas, ao tentar reviver o romance, eles descobrem que os preconceitos se interpõem em seu caminho e lutar por esse amor pode custar suas próprias vidas.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Mais um filme tocante de Jim Sheridan, uma obra subestimada. Daniel Day-Lewis dá mais um show de interpretação como o introspectivo Danny e tem grande química com Emily Watson, em atuação luminosa. O romance dos personagens emociona e nunca soa forçado.
O contexto sociohistórico, que aborda questões como o IRA, o conflito entre católicos e protestantes, é bastante oportuno e torna o filme ainda mais relevante. Na verdade, as cenas de luta são o que existe de menos interessante no longa, funcionando como metáfora para a resiliência do protagonista.
Co-produção da Irlanda e Estados Unidos que é um drama romântico da Hell's Kitchen Films, Hell's Kitchen International e Universal Pictures indicado a 3 prêmios no Globo de Ouro: melhor filme de drama, melhor diretor, e melhor ator de drama, Daniel Day-Lewis; no Festival Internacional de Cinema de Berlim, foi nomeado ao Urso de Ouro de melhor filme e vencedor do Júri Leitor do "Berliner Morgenpost".
Sir Daniel Day-Lewis treinou boxe e se preparou para esse papel durante 3 anos. A luta de boxe no filme, com seu resultado inusitado, foi baseada em uma luta real. Eddie Carroll era o nome de um boxeador canadense da categoria meio-médio, membro do Hall da Fama, que lutou nas décadas de 30 e 40. Apesar de Ken Stott interpretar o mentor experiente de Day-Lewis, Stott tinha menos de 3 anos a mais que ele na vida real.
Uma estória emocionante de amor, boxe e terrorismo do IRA. Conta uma trama de coragem, amor e renovação com a convicção de que tais coisas são possíveis mesmo em zonas de conflito. Um filme de boxe realista e impactante, onde Emily Watson e Day-Lewis, quase se pode sentir a tensão, e a situação deles nunca parece forçada ou artificial.
Novamente uma parceria do Daniel Day-Lewis com o diretor Jim Sheridan em filme de conflitos políticos da Irlanda, mas quem rouba a cena mesmo é a atuação da Emily Watson.
É um filme que merecia ser mais conhecido, não chega a ser uma obra-prima como Em Nome do Pai, mas consegue passar a tensão do conflito na época. Emily Watson é o grande destaque, ótima atuação.
18/10/23