O filme foge de todos os clichês de Hollywood sobre filmes de boxe estilo Rocky sendo um dos filmes mais honestos e sombrios já feitos sobre o mundo do boxe. A produção segue um estilo quase documental e não se preocupa com qualquer tipo de glamorização, superação nem redenção dos personagens.
Interessante que o próprio diretor John Huston já tinha lutado boxe profissionalmente na juventude (sendo campeão amador de pesos leves na Califórnia). E essa experiência pessoal foi fundamental para trazer precisão tanto técnica quanto emocional ao filme.
O foco não é o boxe e sim o drama humano em torno dele. Por isso tecnicamente as cenas de lutas não são das melhores e nem passam tanto realismo, além disso as subtramas românticas e personagens coadjuvantes acabam ficando de lado e sem conclusão no fim.
Mesmo com essa sensação de filme mal acabado, o desfecho com a cena do bar é emocionalmente pesada e deprimente. Qualquer um que veja essa cena, independente de qual situação esteja, vai parar alguns instantes para refletir sobre o que a cena entrega...
Na cena, Billy Tully olha melancolicamente para um garçom decrépito e pergunta ao amigo se conseguia imaginar olhar no espelho e se ver daquele jeito é muito impactante. Mostrando que os socos que a vida dá podem ser muito mais devastadores do que os recebidos no ringue e que o sistema também vai descartá-los assim que não forem mais úteis ao boxe.
''As vezes a mulher da sua vida te ama pelo o que você é.....mas isso não dura muito.''
Curiosidade: No gíria dos boxeadores da época "Fat City" significava o "sucesso", o lugar onde todos os seus problemas estariam resolvidos. Neste sentido o título é profundamente irônico, já que os personagens nunca chegam nem perto de alcançar essa cidade idealizada.
Drama que tem vários personagens losers que cada um a seu modo tenta até mudar suas situações na vida, mas sempre acabam recaindo.Grande direção e atuações do elenco.
Fat City é um obra prima perdida, dirigido por John Huston.
O filme se destaca por sua trilha sonora envolvente e por retratar a vida de seus personagens com uma profundidade emocional única. A trama acompanha a trajetória do protagonista Billy Tully, em uma vida marcada por fracassos, más escolhas, desilusão e pobreza. O filme explora a luta de todos os personagens contra as adversidades da vida, destacando como cada um deles lida com o fracasso e a necessidade de seguir em frente.
A vibe de decadência desse filme é incrível. Daqueles filmes que brilham justamente por serem ruins de se assistir.
O filme foge de todos os clichês de Hollywood sobre filmes de boxe estilo Rocky sendo um dos filmes mais honestos e sombrios já feitos sobre o mundo do boxe. A produção segue um estilo quase documental e não se preocupa com qualquer tipo de glamorização, superação nem redenção dos personagens.
Interessante que o próprio diretor John Huston já tinha lutado boxe profissionalmente na juventude (sendo campeão amador de pesos leves na Califórnia). E essa experiência pessoal foi fundamental para trazer precisão tanto técnica quanto emocional ao filme.
O foco não é o boxe e sim o drama humano em torno dele. Por isso tecnicamente as cenas de lutas não são das melhores e nem passam tanto realismo, além disso as subtramas românticas e personagens coadjuvantes acabam ficando de lado e sem conclusão no fim.
Mesmo com essa sensação de filme mal acabado, o desfecho com a cena do bar é emocionalmente pesada e deprimente. Qualquer um que veja essa cena, independente de qual situação esteja, vai parar alguns instantes para refletir sobre o que a cena entrega...
Na cena, Billy Tully olha melancolicamente para um garçom decrépito e pergunta ao amigo se conseguia imaginar olhar no espelho e se ver daquele jeito é muito impactante. Mostrando que os socos que a vida dá podem ser muito mais devastadores do que os recebidos no ringue e que o sistema também vai descartá-los assim que não forem mais úteis ao boxe.
''As vezes a mulher da sua vida te ama pelo o que você é.....mas isso não dura muito.''
Curiosidade: No gíria dos boxeadores da época "Fat City" significava o "sucesso", o lugar onde todos os seus problemas estariam resolvidos. Neste sentido o título é profundamente irônico, já que os personagens nunca chegam nem perto de alcançar essa cidade idealizada.
Bom drama com destaque para o elenco.
Bonita cena .
Drama que tem vários personagens losers que cada um a seu modo tenta até mudar suas situações na vida, mas sempre acabam recaindo.Grande direção e atuações do elenco.
Fat City é um obra prima perdida, dirigido por John Huston.
O filme se destaca por sua trilha sonora envolvente e por retratar a vida de seus personagens com uma profundidade emocional única. A trama acompanha a trajetória do protagonista Billy Tully, em uma vida marcada por fracassos, más escolhas, desilusão e pobreza. O filme explora a luta de todos os personagens contra as adversidades da vida, destacando como cada um deles lida com o fracasso e a necessidade de seguir em frente.