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Juror #2" é claramente uma homenagem moderna a "12 Angry Men", mas não alcança o mesmo nível — até porque "12 Angry Men" é perfeito em roteiro e tensão. Clint Eastwood, mesmo com mais de 90 anos, ainda domina as transições entre passado e presente. Ele sabe retratar o peso da culpa de forma humana, sem precisar apelar para grandes exageros.
Homem com H traz uma ótima atuação de Jesuíta Barbosa, que mergulha profundamente na essência de Ney Matogrosso, um dos maiores ícones da música brasileira. Mais do que uma simples imitação, Jesuíta incorpora a intensidade, a liberdade e a ousadia do artista, revelando com autenticidade suas nuances pessoais e profissionais.
O filme destaca como Ney inventou a si mesmo — suas roupas, seus estilos e suas apresentações não seguiam padrões, eram criações próprias, ousadas, provocativas e à frente do tempo. Ao contrário de outros filmes biográficos como Cazuza, que podem soar mais romantizados, Homem com H soa mais verídico, mais cru, sem filtros, quase como um retrato vivo e íntimo.