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Data de lançamento
15 Fev. 1963Duração
Após ler no jornal que a China possui a bomba atomica pretende usá-la, um pescador vai à igreja, buscando palavras de conforto e consolo pastor. Porém, este não consegue ajudá-lo, pois passa por uma crise de fé, temendo também o apocalipse nuclear.
Segunda parte da "trilogia do silêncio".
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A cena que mais me marcou no filme foi o instante em que o Reverendo percebe que Deus não existe. Ele simplesmente perde todas as esperanças ao tentar ajudar um homem que lhe gerou desespero durante alguns minutos pois tinha medo de não conseguir ajudá-lo. E realmente não pode, pois não há mais a mínima esperança.
Por outro lado, vejo muita apatia do próprio Reverendo quando este homem morre. Parece que aquilo que o afetou tanto já não o atinge, o que traz certa quebra no filme ao longo da segunda metade.
Ao final, vejo que a declaração de Algot ainda mostra algo de novo: ele questiona a religião, o sofrimento do messias, diz que nós podemos sim perder as esperanças quando somos abandonados e nos sentimos sozinhos, mas ali eu acho que já não estava mais tão imerso.
Um Bergman um pouco capenga, apesar de ter seu valor nos elementos clássicos: enclausuramento, verborragia, melancolia, desesperança, etc. Pra quem gostou, recomendo A hora do lobo, com um Bergman mais vigoroso.
Segundo filme da trilogia do Silêncio que vejo. Confesso que esse não me pegou tanto... Mas nem por isso deixa de ser um filme muito bom. Tem diálogos maravilhosos, um texto muito forte, reflexivo e avassalador em alguns momentos.
Segundo filme da trilogia do silêncio do Bergman novamente trazendo a discussão e relação entre Deus e amor, o diálogo final sobre o sofrimento de Cristo ter sido maior por ser abandonado e não por castigo físico, se sentir desamparado e não ter conseguido ajuda de quem os seguia faz com que o pastor Tomas lembre de Jonas, que na hora que o pobre homem mais precisou o pastor cheio de dúvidas e desacreditado por causa da morte de sua esposa não ajudou um fiel, isso mexeu com o pastor, será que ele teve sua fé renovada depois disso?
Um pastor conduz mecanicamente um culto para sua diminuta congregação. Logo após, instado a aconselhar um membro suicida, mostra sua falta de convicção. Descobre-se, então, que Tomas vive uma crise espiritual, que o acompanha com maior intensidade desde o falecimento da esposa. A morte, que já debilitara sua fé quando presenciou os horrores da guerra, agora parece ter retirado dele toda a esperança que restava, transformando-o em alguém apático diante da vida, incapaz de resolver não só as inquietações da alma (sua e dos fiéis da igreja), mas também questões mais terrenas, como o abnegado amor oferecido por Marta. Encerrado em seus próprios conflitos, é incapaz de olhar para os outros e sofre na reprise de suas mágoas.
Ao final, prestes a iniciar outra celebração, o pastor que demonstrava “uma indiferença extraordinária pelo seu Cristo” adquire (ou é lembrado) de uma perspectiva diferente sobre o objeto da sua (claudicante) fé: Jesus talvez tenha sofrido mais a frustração e a solidão do que com o castigo físico. A aproximação das dores fará com que recupere a fé ou mesmo com que olhe para o lado? Não há resposta.
As escolhas estéticas de Luz de Inverno transmitem perfeitamente o clima de angústia e desolação experimentado pelo religioso. Até a lentidão contribui pra isso. Achei essa construção até mais interessante do que as próprias ideias trazidas sobre (des)crença.
Não gostei. Até o momento é o filme mais fraco do Bergman que assisti. Acredito que filmes introspectivos sobre vazio existencial e com ausência parcial ou total de uma trilha sonora não sejam a minha praia. Acontece. Dou 3 estrelas pelos diálogos que são interessantes e pela parte técnica, mas não consegui me conectar com os personagens e muito menos com a trama.