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Data de lançamento
16 Set. 1962Duração
Por meio de flashbacks, o filme narra a trágica história de um samurai forçado a vender sua espada real para sustentar sua esposa doente e seu filho. É incitado à vingança quando descobre que seu genro cometeu harakiri - forma honrosa para um samurai cometer suicídio - com uma espada de bambu também por falta de dinheiro.
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O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder (3ª Temporada)
1. Trama
1962 foi um ano mais do que perfeito para o cinema e "Harakiri" consegue entrar na lista dos principais títulos lançados.
Toda uma tradição japonesa é muito bem colocada em prática aqui e diferente de outros filmes samurais,não temos incessantes sequências de ação e batalhas intermináveis.Temos um filme contemplativo,silencioso e melancólico. O filme acompanha somente a trajetória já destruída do protagonista e sua vida sem esperança. Os enquadramentos reforça muito essa ideia de solidão,tristeza ao longo com imagens muito significativas.
Os diálogos criados são impressionantes e quase todos extensos,justamente para reforçar a ideia de um filme sem duelos. Na reta final temos algumas sequências boas de ação,mas para finalizar toda uma história que já tinha sido resolvida através de histórias e profundas conversas.
2. Direção
Kobayashi já tinha se consolidado entre os maiores diretores japoneses com a trilogia "Guerra e Humanidade" e sobra fôlego para criar outro clássico. O diretor consegue fazer belíssimos enquadramentos e trabalha bem com a trilha sonora em diferentes aspectos criando aquele clima específico para cada situação,seja na tristeza,na ação ou no romance que existe em pequenos momentos. No ano seguinte,o diretor ganhou vários prêmios por essa direção,em Cannes foi um dos principais elevando suas atividades e seu nome para todo o mundo.
3. Fotografia
O preto e branco consegue realçar bem demais o filme,temos uma força maior em um escuro fortalecendo a ideia de tristeza do filme e falta de esperança. A direção de fotografia fica por conta do competente Yoshio Miyajima,parceiro fiel de Kobayashi em outros clássicos de sua carreira,ambos os diretores sabem como trabalhar personagens numa falta de esperança e principalmente finais gloriosos. Foi o próprio Yoshio que pediu para que os atores usassem espadas reais nas filmagens para dar um toque a mais de realidade as cenas.
4. Nota
Vários outros filmes que vieram a seguir se inspiraram em tudo que foi feito aqui e até hoje continua sendo um dos grandes exemplos de filmes com um protagonista sem esperança. A estética também chama atenção e também é um dos grandes exemplos de filme nessa temática. Cada cena desse filme é digno de um quadro para enfeitar qualquer parede.
>Revisto em 08 de outubro de 2026
Se sustenta praticamente por completo apenas com diálogos em um ou outro cenário. No começo achei que teria uma grande barriga pela lentidão, mas a história se desenrola no tempo certo, do jeito que é preciso para o excelente plot.
Acaba caindo no mesmo problema dos filmes anti-guerra; ao espetacular a honra samurai acaba romantiza-a ao espectador, mesmo que no fim o filme seja sobre essa honra falsa.
Ademais, filme muito bem montado, me prendeu do início ao fim!
Fui achando que era um filme sobre "honra samurai” de um jeito romantizado. O que torna o filme tão desconfortável e genial é justamente o contrário: ele desmonta a ideia de honra como espetáculo social. A casa do clã Li funciona quase como um tribunal frio onde aparência vale mais do que humanidade.
E talvez seja por isso que o filme envelheceu tão bem, porque não fala apenas sobre samurais, fala sobre instituições que preferem preservar a própria imagem mesmo quando esmagam pessoas comuns no processo.
Também é interessante como o filme destrói aquela visão “heroica” do guerreiro invencível. A espada em Harakiri quase nunca parece com um símbolo de glória, mas como um objeto de coerção social. Até a coragem ali é ambígua, porque muitas vezes ela nasce do desespero, não da nobreza. É um filme que termina e deixa uma sensação amarga de que a história sempre é escrita por quem controla a cerimônia.
Um dos melhores filmes que vi, com certeza. Dos japoneses, pareia de igual com Os Sete Samurais. Visto em 26.01.26