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O filme parece indeciso o tempo todo, como se não soubesse se quer satirizar o gênero ou se levar a sério e acaba não fazendo bem nenhum dos dois. Sydney Sweeney atua sem vontade de estar ali e só fala gemendo o tempo todo, o que irrita bastante.
É um filme esquecível, com direção e roteiro fracos. Os últimos 45 minutos até dão uma melhorada, mas não chegam nem perto de salvar o conjunto.
As únicas risadas que dei foram involuntárias: Amanda Seyfried surgindo do nada, música brega entrando em cena romântica e "Só quero comer um sanduíche".
No fim, fica a impressão de que Amanda Seyfried carregou o filme inteiro nas costas, sozinha, coitada!
Del Toro volta a fazer o que sabe muito bem.. misturar o gótico, o fantástico, o visceral e o belo.
Fez algo que me agradou profundamente, que é não tentar refazer Frankenstein, mas tentar senti-lo. Pra mim fez toda a diferença, pois deu pra notar sua paixão pelo livro, criação e criatura de Mary Shelley.
O filme não se contenta com o susto ou com o monstro puro. Ele quer explorar a dor, a culpa, a criação, a destruição e acima de tudo, a humanidade (ou “quase-humanidade”) do que é criado. Parece sugerir que a mais terrível monstruosidade talvez não seja a aparência física, mas o isolamento, a incomunicabilidade, a sensação de não pertencer, seja como humano ou como “aquilo que ele criou”.
Outro ponto em que me agarrei: o verdadeiro monstro não é apenas a criatura, mas o Victor que ousou brincar de Deus, que esqueceu de ver o que fez. A criatura sofre, mas sofre porque foi feita, e porque foi negligenciada. Victor destrói mais que uma vida física, ele destrói a ligação humana e no livro isso também aparece. Mary Shelley criou uma história sobre o que fazemos quando aquilo que criamos nos olha de volta. E, como sempre, Del Toro encontra beleza até na ruína ao passar para as telas.
"Victor, já se perguntou, entre as partes que compõem um homem, qual delas guarda a alma?"
O filme tenta ser uma homenagem ao original, na esperança de despertar nostalgia de quando a franquia era realmente boa. Até tenta trazer umas ideias legais, mas não desenvolve nenhuma direito e cai nos clichês de sempre. A abertura é uma das piores da franquia, e entrega talvez a pior revelação do Ghostface até hoje, assim como sua péssima motivação.
A parte da inteligência artificial e dos deepfakes tinha potencial, mas parece jogada e mal explicada e o filme ainda ignora aquela metalinguagem que sempre foi a graça da série.
O único ponto positivo são as mortes, que estão mais criativas e pesadas, mas só isso não salva. Sinceramente, já passou da hora de deixar a Sidney descansar. Deixa a mulher descansar, pelo amor de Deus!