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Outros títulos
The Hourglass Sanatorium - Estados Unidos da América
The Sandglass - Reino Unido
Sinopse
Passado no período pré Segunda Guerra. Um homem jovem viaja em um estranho trem para visitar seu pai moribundo em um sanatório. Mas o lugar está em ruinas e traz várias lembranças do passado. Ele é rodeado por soldados, mercenários negros, parentes.
ah vey esse filme me ganhou na cena das sanfonas kkkkkkk vai se fuder eu dei pala d+ achei GE NI AL kkkkkkkkk a cantoria mais nada a ver e aqueles passinhos q eles arrumam q isso vey bom d+++ 1000/10
Esse filme maluco me pegou muito mais pela sensação do que pela narrativa em si. Não vou dizer que gostei completamente, mas me identifiquei demais com a atmosfera dos sonhos. Aquela sensação de pessoas surgindo no meio de um pensamento e desaparecendo antes do tempo, os lugares escuros, úmidos, insalubres, mas estranhamente fascinantes.. ambientes para os quais eu continuo voltando sem entender exatamente o motivo.
O tempo no filme acontece de forma não linear, quase como uma memória quebrada tentando se reorganizar, e meus sonhos costumam ser exatamente assim. Em vários momentos parecia uma lembrança fragmentada misturada com fantasia e trauma. O protagonista volta o tempo todo ao sanatório, ao pai “morto”, buscando alguma explicação que nunca chega de verdade.
O filme só me perdia nos monólogos. Em alguns momentos, as falas ficaram prolixas demais e pareciam explicar muito sem dizer nada. Ainda assim, a experiência me marcou justamente por essa lógica de sonho confuso e recorrente que ele consegue criar.
"O Sanatório da Clepsidra" é como entrar num sonho que não quer ser explicado, apenas vivido. O filme se organiza como o próprio inconsciente: vida e morte se atravessam, passado e presente caminham lado a lado, realidade e fantasia deixam de ser opostos. Tudo ali pulsa como Freud descreveu no livro A Interpretação dos Sonhos, quando mostrava que o inconsciente funciona por associações livres, imagens deslocadas e com sentidos que nunca aparecem de forma direta. Também é possível ver a ambivalência afetiva que Freud desenvolve em Totem e Tabu, esse amor e ódio misturados, sobretudo em relação às figuras parentais, aparece no filme como uma corrente subterrânea, movendo Józef em direção a uma culpa que ele tenta compreender. É como se todo o sanatório fosse o espaço simbólico dessa luta interna. E quando Lacan entra na conversa o filme ganha outra camada: o pai que vemos não é um homem, é uma função, um significante que organiza ou desorganiza o desejo. O sanatório nunca foi sobre recuperar alguém perdido no tempo, mas sobre enfrentar essa função paterna que retorna como enigma, fragmento, falta. No fundo, a obra mostra o inconsciente trabalhando à sua maneira: sem linearidade, sem explicação histórica, sem necessidade de coerência externa. O sanatório e suas velharias são o próprio Józef tentando se decifrar, costurando culpa, desejo e memória num tecido que, como todo sonho, continua vivo muito depois do filme terminar.
ah vey esse filme me ganhou na cena das sanfonas kkkkkkk vai se fuder eu dei pala d+ achei GE NI AL kkkkkkkkk a cantoria mais nada a ver e aqueles passinhos q eles arrumam q isso vey bom d+++ 1000/10
Quem não viu o filme entendeu mais do que eu.
Esse filme maluco me pegou muito mais pela sensação do que pela narrativa em si. Não vou dizer que gostei completamente, mas me identifiquei demais com a atmosfera dos sonhos. Aquela sensação de pessoas surgindo no meio de um pensamento e desaparecendo antes do tempo, os lugares escuros, úmidos, insalubres, mas estranhamente fascinantes.. ambientes para os quais eu continuo voltando sem entender exatamente o motivo.
O tempo no filme acontece de forma não linear, quase como uma memória quebrada tentando se reorganizar, e meus sonhos costumam ser exatamente assim. Em vários momentos parecia uma lembrança fragmentada misturada com fantasia e trauma. O protagonista volta o tempo todo ao sanatório, ao pai “morto”, buscando alguma explicação que nunca chega de verdade.
O filme só me perdia nos monólogos. Em alguns momentos, as falas ficaram prolixas demais e pareciam explicar muito sem dizer nada. Ainda assim, a experiência me marcou justamente por essa lógica de sonho confuso e recorrente que ele consegue criar.
Parece um daqueles pesadelos em que você acorda exausto depois de tanta viagem.
"O Sanatório da Clepsidra" é como entrar num sonho que não quer ser explicado, apenas vivido. O filme se organiza como o próprio inconsciente: vida e morte se atravessam, passado e presente caminham lado a lado, realidade e fantasia deixam de ser opostos. Tudo ali pulsa como Freud descreveu no livro A Interpretação dos Sonhos, quando mostrava que o inconsciente funciona por associações livres, imagens deslocadas e com sentidos que nunca aparecem de forma direta. Também é possível ver a ambivalência afetiva que Freud desenvolve em Totem e Tabu, esse amor e ódio misturados, sobretudo em relação às figuras parentais, aparece no filme como uma corrente subterrânea, movendo Józef em direção a uma culpa que ele tenta compreender. É como se todo o sanatório fosse o espaço simbólico dessa luta interna. E quando Lacan entra na conversa o filme ganha outra camada: o pai que vemos não é um homem, é uma função, um significante que organiza ou desorganiza o desejo. O sanatório nunca foi sobre recuperar alguém perdido no tempo, mas sobre enfrentar essa função paterna que retorna como enigma, fragmento, falta. No fundo, a obra mostra o inconsciente trabalhando à sua maneira: sem linearidade, sem explicação histórica, sem necessidade de coerência externa. O sanatório e suas velharias são o próprio Józef tentando se decifrar, costurando culpa, desejo e memória num tecido que, como todo sonho, continua vivo muito depois do filme terminar.