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Data de lançamento
11 Nov. 1994Duração
Na São Francisco dos anos 1990, um jornalista entrevista um jovem que afirma ser vampiro, narrando suas experiências dos últimos 200 anos. Em flash-back, conhecemos Louis de Pointe du Lac (Brad Pitt), um homem que perdeu a mulher, morta durante o parto, e também a vontade de viver. Com a ajuda de uma criatura da noite, Lestat de Lioncourt (Tom Cruise), ele se torna um vampiro e precisa aprender uma nova forma de vida.
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QUE FILME DELICIOSO!! (assisti qndo criança mas n lembrava de absolutamente nada)
lestat eu te amo 🥰🥰🥰🥰🥰🥰🥰
Reassisti hoje, 30 anos depois (uau)! Mesmo após ter lido os livros e terminado a maravilhosa série, fico perplexo em como achei igualmente incrível! Adapta com maestria a essência do livro sobre a melancolia/depressão que é viver pra sempre. Me apaixonei criança pela fantasia, mas hoje, 30 anos depois, me apaixono pela beleza e sensibilidade filosófica dessa obra-prima. Minha nota continua sendo 10.
Gostei, mas não chegou a me conquistar completamente. Reconheço que o roteiro é bom, o elenco está excelente e os figurinos ajudam a criar uma atmosfera rica e envolvente. Ainda assim, senti o ritmo muito lento em vários momentos. Os diálogos são bem escritos, mas às vezes se estendem demais, o que acabou deixando a experiência um pouco monótona para mim. No fim, achei um filme interessante e bem produzido, mas que não me envolveu tanto quanto eu esperava.
10/05/26
ELE SE SENTIA COMO UMA PROSTITUTA: O FILME QUE DESTRUIU A SAÚDE MENTAL DE BRAD PITT!
Em 1994, Hollywood produziu o clássico do terror "Entrevista com o Vampiro", um evento cinematográfico que reuniu um verdadeiro panteão de galãs em uma atmosfera de luxo, sangue e homoerotismo.
O "casal" protagonista era formado por Tom Cruise (Lestat), o predador alfa, e Brad Pitt (Louis), a alma torturada. A eles, juntavam-se Antonio Banderas, como o sedutor Armand, e Christian Slater no papel do jornalista que desvenda os segredos seculares.
Mas, enquanto o público se encantava com a estética gótica e o magnetismo dos atores, os bastidores escondiam um cenário de tortura psicológica para Brad Pitt.
Para que a pele dos atores atingisse aquele tom translúcido e doentiamente pálido dos vampiros, a produção impôs um regime de isolamento solar absoluto por vários meses.
Proibidos de ver o sol, Pitt e os outros atores não podiam sair à luz do dia. O objetivo era garantir que a pele não ganhasse nem um traço de bronzeado ou vitalidade.
As gravações eram realizadas exclusivamente à noite ou dentro de estúdios lacrados como túmulos. Pitt chegava ao trabalho no escuro do inverno de Londres e saía no escuro. Ele passou meses sem que um único raio de sol tocasse seu rosto. Esse confinamento nas trevas começou a alterar sua percepção da realidade.
O desconforto não era apenas mental, era físico. Pitt era obrigado a usar lentes de contato que queimavam suas córneas e a passar horas de cabeça para baixo para que as veias do rosto saltassem para a maquiagem.
Imerso em uma atmosfera de escuridão total, frio úmido e uma carga pesada e sombria, Pitt começou a ter sonhos perturbadores. A escuridão do set o acompanhava até o sono, ele relatou que sua mente se tornou um lugar sombrio, onde a distinção entre a depressão do personagem Louis e a sua própria tristeza desapareceu.
Ele não apenas interpretava um morto; ele sentia que estava morrendo por dentro.
Além do sofrimento mental e físico, Pitt enfrentava uma crise existencial com o roteiro. No livro de Anne Rice, Louis é o coração reflexivo da história. No filme, Pitt sentia que seu personagem havia sido esvaziado, tornando-se uma figura passiva que passava o tempo todo "choramingando".
No auge do desespero, Pitt ligou para o produtor David Geffen. Ele estava disposto a desistir de tudo e abandonar o papel:
"David, eu não aguento mais. Quanto custa para eu sair?"
A resposta foi um soco no estômago: 40 milhões de dólares.
Sem essa fortuna para pagar a liberdade, Pitt percebeu que era um escravo do contrato. Ele foi forçado a engolir o próprio ódio e a continuar mergulhado naquela noite sem fim.
Em uma entrevista reveladora à revista Rolling Stone, Pitt usou uma analogia para descrever como se sentia ao ter que vender sua imagem em um papel que ele detestava, apenas por obrigação contratual:
"Eu me sentia uma prostituta... você faz o trabalho, eles te pagam o dinheiro e você vai embora.".
Enquanto Brad Pitt vivia um funeral em vida, para Tom Cruise, o filme foi o oposto absoluto. Cruise estava em uma missão. Bombardeado por críticas antes mesmo da estreia, Cruise usou o ódio como combustível. Ele entregou um Lestat tão vibrante, arrogante e magnífico que forçou os críticos a se curvar.
Para Tom Cruise, "Entrevista com o Vampiro" foi o divisor de águas definitivo. Ele provou que podia sair do papel de "bom moço" para se tornar um vilão sofisticado e perverso, elevando seu status em Hollywood.
"Entrevista com o Vampiro" foi um fenômeno de público e crítica, arrecadando mais de 220 milhões de dólares mundialmente (uma cifra astronômica para a época) e garantindo duas indicações ao Oscar.
A crítica aclamou a atmosfera gótica e as atuações, com o filme mantendo até hoje o status de obra cult definitiva do gênero. No entanto, Brad Pitt nunca voltou atrás em suas declarações, mantendo sua postura de que aquela foi uma das experiências mais infelizes de sua trajetória.