Últimas opiniões enviadas
"Vale o Escrito" é uma daquelas séries que te prendem do início ao fim! Ela mostra o mundo do jogo do bicho com tanta riqueza de detalhes que parece até ficção, mas tudo aquilo realmente aconteceu! É impressionante ouvir os relatos dos próprios bicheiros e das pessoas envolvidas, falando de poder, traições, e até crimes pesados, como se fosse algo normal.
A produção é muito bem feita, mas confesso que em alguns momentos parece que eles dão uma romantizada nos chefões do bicho, o que pode incomodar. Ainda assim, é uma aula sobre um lado do Brasil que muita gente prefere ignorar. Vale assistir, mas com aquele olhar crítico ligado!
Tô ansioso pra segunda temporada!
Acabei o filme questionando: qual o sentido do trabalho? Sob o capitalismo, parece ser apenas para existir. A gente trabalha para sobreviver, e a sobrevivência consome tanto que não sobra tempo para desejar, sonhar ou sequer imaginar outras formas de existir. Assim como em O Último Azul, essa lógica aparece de maneira dura: a vida passa inteira dedicada ao mínimo, e o que resta na velhice são pequenas migalhas de consumo, alegrias rápidas, quase constrangedoras, que não compensam o esgotamento de uma vida inteira de trabalho.
O filme provoca quando mostra o envelhecimento como algo incômodo, um peso social financeiro, emocional e simbólico. O idoso vira excesso num sistema que só valoriza quem ainda produz. E aí a pergunta que ecoa é inevitável: o que nos espera no fim? Teremos escolha ou apenas continuidade? Sabemos mesmo o que queremos fazer até o último dia?
Nem tudo me convenceu. O formato 4:3, por exemplo, não funciona muito bem comigo. Por outro lado, a atriz principal sustenta o filme com uma força impressionante: há verdade, cansaço, delicadeza e dignidade no olhar dela, mesmo quando tudo ao redor parece falhar. O Último Azul é um espelho incômodo sobre trabalho, velhice e o pouco espaço que sobra para viver de verdade.
Últimos recados
Oi! Tudo bem?
E aí rapaz, tudo certo! E vc?
aceitei :)
A série entrega o que se propõe, diante de apenas cinco episódios, ela tenta o seu melhor e não entrega uma série ruim, mas tá longe de ser uma obra prima brasileira. O caso do Césio-137 foi algo que o Brasil não pode esquecer, não só pelo perigo, mas pelo complexidade de tudo. Foi um acontecimento de radiação que envolveu política, saúde pública e sociedade, pontos esses que jamais conseguiriam traduzir em apenas cinco capítulos com maestria. Principalmente quando acabamos perdendo tempo com as questões da vida pessoal do físico que não me animou.
A cena onde
o físico segurando o aparelho e a filha do irmão do homem do ferro velho chegando pra falar com a mãe e o aparelho começa a BERRAR,
É um tema que causa curiosidade, pouca gente conhece e pode servir para um primeiro contato, mas programas como o Linha Direta e alguns Youtubers (Lorelay Fox), conseguiram aprofundar bem mais.