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Data de lançamento
21 Set. 1975Duração
Quando o inexperiente criminoso Sonny Wortzik lidera um assalto a um banco em Brooklyn, as coisas rapidamente dão errado e uma situação de refém se desenvolve. Sonny e seu cúmplice, Sal Naturile, tentam desesperadamente permanecer em controle, mas a mídia vai à loucura e o FBI chega, criando uma tensão ainda maior. Gradualmente, os verdadeiros motivos para o roubo são revelados.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
uma obra-prima que equilibra tensão dramática e crítica social por meio de uma narrativa realista e sufocante.
Um filme de amor? Tóxico, mas amor. Al Pacino esta um sabor, só isso ja vale as 2h de filme.
**Um Dia de Cão** (1975), de Sidney Lumet, disseca a desesperança americana com uma crueza visceral. O assalto ao banco, longe de ser um plano profissional, torna-se um pesadelo burocrático e existencial quando as motivações de Sonny para o crime — nascidas de uma urgência desesperada por provisão em um sistema excludente se chocam com a realidade da sua incompetência. Al Pacino entrega uma atuação febril, personificando um homem acuado por circunstâncias que, ao tentar forçar seu lugar no mundo, acaba se tornando o protagonista involuntário de um evento que a mídia devora vorazmente.
O crime é rapidamente transmutado em um espetáculo circense. A multidão, atraída pela espetacularização da violência, aglomera-se diante do banco transformando a tragédia em entretenimento de massas, enquanto as câmeras alimentam o frenesi de um público sedento pelo bizarro. O carisma de Sonny é o elemento subversivo dessa engrenagem: ao interagir com reféns e autoridades, ele humaniza sua causa e gera uma empatia desconfortável, transformando o assalto em um palco de vaidade e drama público.
O ápice dessa rebelião ocorre quando Sonny, percebendo-se um performer de sua própria queda, solta o grito de "Attica!", canalizando a revolta contra um sistema opressor e convocando a multidão como plateia de seu protesto. O banco torna-se o centro de um picadeiro onde a marginalidade expõe as feridas de uma nação. Lumet não glorifica o crime, mas utiliza o confinamento para denunciar uma sociedade que ignora as necessidades humanas até que elas se transformem em um show de desespero. O filme permanece atemporal ao forçar o espectador a questionar quem são os verdadeiros vilões quando a ruína de um homem é consumida como entretenimento por uma plateia que clama por mais.
Al Pacino nos anos 70 era tudo de bom. Queria ele roubando um banco por mim também!!!
Al Pacino no auge era um monstro de ator...