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Um filme no qual o grande protagonista não são os atores, mas sim a cidade e a música. E é incrível como Martin Ritt conseguiu entregar um filme extremamente agradável sem que o foco fossem pessoas. É claro que você tem histórias no meio: o romance dos 2 casais, a dedicação pela música do Ram e a tentativa dele em ser aprovado como um compositor respeitável; tem o vício no "'pó de giz" do guitarrista... mas essas histórias são apenas um pano de fundo para o que realmente o filme quer entregar: Jazz e Paris.
E se você sai desse filme sem, no mínimo, se apaixonar por Paris, você tá morto por dentro.
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Positivo - 1) Algumas boas cenas de ação, muito bem feitas; 2) Sean Penn e o Duvall tiram leite de pedra ao conseguirem entregar boas atuações mesmo com um roteiro tão vagabundo; em compensação, todos os outros atores estão pavorosos no filme. 3) O filme tem uma fotografia legal dos "guettos" americanos.
Negativo - 1) Roteiro fraquissimo; 2) tirando o Sean e o Duvall, o resto das atuações são tenebrosas.. gente o que é aquela personagem Louisa? Pela mor de Deus, ela fica se balançando de um lado pro outro enquanto fala como se tivesse num pole dance seduzindo kkk mesmo nas cenas que requerem entrega dramática. Me lembrou o Joey do Friends tentando atuar; 3) A trilha sonora chega a irritar, de tão ruim. Mas isso é um mal de vários filmes dos anos 80 (apesar de que o contexto da música dos anos 80 em si é excelente, vários artistas gigantescos surgiram nessa década. Mas eu não sei o que acontece nos filmes desse período, que colocam umas musiquinhas de propaganda de suco, com bateria eletronica e tals, cafona de mais).
Minha nota - 5.75/10
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aceito, como vai?
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Obrigada por curtir a minha lista "Vida no Cárcere" Davi.
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O Barba Ruiva é, talvez, o testamento definitivo do humanismo de Akira Kurosawa. Embora ambientado no Japão feudal, o filme respira a alma da literatura russa, especialmente a de Dostoievski. A jornada do jovem Dr. Yasumoto é uma clássica trajetória de "conversão" moral: o abandono da arrogância em favor de uma compaixão profunda e sacrificial.
É fascinante notar como a obra tangencia a moral cristã sem nunca professar a religião. O Dr. Niide atua como uma figura quase crística, mergulhando na miséria e na degradação humana para oferecer não apenas cura física, mas dignidade. Kurosawa utiliza o hospital como um microcosmo do mundo, onde a caridade não é um conceito abstrato, mas uma ação "agressiva" e necessária contra a injustiça social.
A influência de Dostoievski transparece na ideia de que "somos todos culpados por tudo" e que o sofrimento alheio é uma responsabilidade compartilhada. No fim, o que Kurosawa nos entrega não é um dogma religioso, mas uma espiritualidade humanista universal. Um filme sobre a beleza que reside no ato de servir ao próximo.