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Data de lançamento
1 Dez. 1960Duração
Valentine Xavier (Marlon Brando) é um artista de New Orleans que vive tocando entre um lugar e outro, até decidir se instalar em uma pequena cidade entre New Orleans e Memphis. Enquanto o passado de Valentine vem à tona, ele se envolve com uma excêntrica mulher casada.
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Não curti a experiência. Achei um filme bastante demorado para entregar algum tipo de história interessante.
Estranho um filme assim logo depois de ter feito um magnífico.
É uma bela atuação de Marlon Brando? Com certeza, quando ele atua de maneira negativa? o filme se mantém até o último ato, que para mim é o mais fraco e mais confuso, o que me faz dar uma nota um pouco menor ao filme, mas de maneira geral, diálogos inteligentes e um drama bem escrito, vale a pena, um clássico.
TEM SPOILER
Sidney Lumet é um dos melhores diretores de todos os tempos quando o assunto é diálogos impactantes e direção de atores. Ele faz isso com maestria.
Desde o começo do filme eu notei que esse possuía um tom de literatura, agora, ao término dele, descobri que foi adaptado de um livro. E que adaptação fantástica.
Absolutamente todos os atores nesse filme estão impecáveis, Marlon Brando como um andarilho que finalmente tenta se fixar em uma terra visando ter um lar para chamar de seu. Ana Magnani que interpreta uma mulher madura que vive um casamento infeliz e carrega inúmeros traumas do passado.
Joanne Woodward que interpreta magistralmente uma degenerada social que tem suas manias, suas carências e seu transtorno de ansiedade generalizada, também vítima de trauma. E claro, Victor Jory, que está incrível interpretando o papel de um inválido terminal malvado, invejoso e impotente, que descarrega toda a sua autofrustração no mundo com tods a crueldade possível.
Os atores foram tão bem dirigidos pelo Sidney Lumet que nós, na condição de espectadores, conseguíamos enxergar para além da pele dos personagens, observamos suas almas e interiores, fazendo uma leitura profunda de suas personas, as personalidades de todos ali foram desnudadas de forma sublime.
Quando Brando diz para Magnani "Tem um outro tipo de gente, é um tipo que não pertence a lugar nenhum. Um tipo de pássaro que não tem nenhuma perna e não pode pousar em lugar nenhum. Tem que passar a vida inteira voando e voando. Uma vez eu conheci um, morreu e caiu no chao", era como se ele estivesse profetizando o seu trágico final.
Quando ele enfim achava um lugar para se fixar e chamar de seu, o destino insistia, tal qual o pássaro incapaz de pousar, em não lhe permitir fazer isso.
Ah, que desfecho potente, uma mãe sendo assassinada pelo seu próprio marido enquanto carregava um bebê no ventre, o seu sonho em forma de cafeteira ardendo em chamas tal qual outrora ardeu o pomar de seu pai.
A jaqueta do Marlon Brando, tal qual uma cobra que troca de pele ficou de souvenir para a outra andarilha, como que a dizer que ele marcou onde passou.
Enfim, no último plano do filme o pássaro consegue pousar, pois o protagonista morto estava.
Nota 10/10 e quem chama essa adaptação de novelão em tom pejorativo precisa rever.
Dramalhão com roteiro adaptado de obra do escritor americano Tennessee Williams, sustentado todo o tempo graças às performances de dois monstros do cinema mundial (Brando e Magnani). Boa participação, também, da atriz Joanne Woodward.
Estava estranhando um primeiro ato tão chato quando falamos de Lumet.Tudo ganha novos rumos a partir do segundo em diante.Perseguições,drama e mistério que envolve bem todos os personagens.Outra belíssima apresentação de Brando e companhia.
>Assistido em 07 de Dezembro de 2022