Dois músicos de jazz americanos, Ram Bowen (Paul Newman) e Eddie Cook (Sidney Poitier), escolheram exercer suas carreiras em Paris. Lá eles conhecem duas americanas, Lillian Corning (Joanne Woodward) e Connie Lampson (Diahann Carroll), que estão em férias. Eles se apaixonam por elas e são correspondidos, no entanto elas exigem que eles retornem aos Estados Unidos se desejam algo mais sério. Assim eles se vêem obrigados a avaliar o modo de vida deles e suas carreiras, para então poderem comparar com o amor que sentem por elas.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Paris Blues de 1961, no Brasil Paris Vive à Noite. Filme interessante, apesar de não ser muito atrativo pra mim. Vale pela presença de Paul Newman e de Sidney Poitier e pela boa ambientação de Paris, que consegue transmitir o clima boêmio e noturno da cidade.
O Ram (Paul Newman) tem uma personalidade de cuzão em várias situações. Suas atitudes são egoístas,
distantes e muitas vezes desrespeitosas, especialmente com quem tenta se aproximar dele de verdade. Ele parece mais preocupado em proteger sua liberdade e sua vida de músico do que em considerar os sentimentos das pessoas ao seu redor.
Agora a Lillian Corning (Joanne Woodward) e Connie Lampson (Diahann Carroll) são duas chatas, em especial Connie,
querendo forçar Eddie (Sidney Poitier) a voltar com ela. Lillian também é pegajosa, porém acho que ela ainda fez muito por Ram e ele tratava ela bem mal. Por isso achei Connie uma personagem mais chata e insistente.
Vale também pela presença da lenda Louis Armstrong como Wild Man Moore, que traz peso e autenticidade para as cenas musicais.
No geral, o filme se segura mais pelos nomes envolvidos, pela atmosfera de Paris e pelas participações musicais do que pela história em si, que acaba sendo bem previsível e pouco envolvente.
Assistido em 20/08/2026
Um filme no qual o grande protagonista não são os atores, mas sim a cidade e a música. E é incrível como Martin Ritt conseguiu entregar um filme extremamente agradável sem que o foco fossem pessoas. É claro que você tem histórias no meio: o romance dos 2 casais, a dedicação pela música do Ram e a tentativa dele em ser aprovado como um compositor respeitável; tem o vício no "'pó de giz" do guitarrista... mas essas histórias são apenas um pano de fundo para o que realmente o filme quer entregar: Jazz e Paris.
E se você sai desse filme sem, no mínimo, se apaixonar por Paris, você tá morto por dentro.
- Você precisa do trabalho, Ram. Só isso. E eu ou alguém como eu. Nada mais funciona para pessoas como nós.
Eu quis ver o filme só pela participação do Louis Armstrong, e é o que salva o filme porque o resto é um porre. As duas amigas então são umas malas mesmo lol (como outra pessoa comentou aqui), a pessoa está de férias em outro país, "conhece" (porque conviver por uns dias não é conhecer) e cisma de mudar a vida da pessoa e forçar a vida delas neles, oi (??)
Gente bonita e jazz juntos muito antes de La la land.
A cena deles tocando com Louis Armstrong é sensacional, praticamente uma das melhores cenas de jazz no cinema.