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Sinopse
Onze amigos que se conheceram durante a Segunda Guerra Mundial se reúnem para elaborar um plano além de arriscado, totalmente mirabolante: assaltar cinco dos mais famosos cassinos de Las Vegas numa mesma noite.
Quando Steve Soderbergh lançou o seu, ONZE HOMENS E UM SEGREDO, em 2001, era lançado em formato DVD o filme original de 1960 encabeçado por Frank Sinatra e Dean Martin. Entretanto, visto numa crítica da antiga Revista SET, o crítico afirmava que a versão recente era melhor que o original. Passado 25 anos, confirmei agora o que o crítico dizia. A versão de Steve Soderbergh, apesar de eu não "adorar" é infinitivamente melhor que este sonífero arrastado e sem graça. As presenças de Frank Sinatra, Dean Martin e toda os amigos boêmios mulherengos chamados na época de Rat Pack não possuem Sex Apple, charme e nem tampouco carisma. Até a presença de Angie Dickinson é nula aqui, quase inexpressiva. Este filme é um verdadeiro engodo entre amigos e creio que o afã de ser tão lembrado é mais por causa do lançamento após 40 anos de atores muito mais interessante como George Clooney e Brad Pitt que os boêmios sem graça. Achei tudo insuportável aqui!
Pra quem conhece a versão mais famosa do Steven Soderbergh este original é frustrante.
Ao contrário do dinamismo do filme de 2001, este se arrasta passando metade de tempo por conta do planejamento e recrutamento entediante da equipe para os assaltos. O pior é que depois de todo esse tempo o que vemos é um plano com a mesma complexidade de um desenho animado para assaltar os cassinos da forma mais banal possível. Em nenhum momento a operação passa algum tipo de tensão ou sensação de risco real, é só uma sequência de situações previsíveis e toscas.
Isto nem se compara com o remake onde tudo é cuidadosamente planejado de forma inteligente, com alto nível de adrenalina e onde cada personagem tinha real relevância dentro da trama.
Mesmo com um roteiro ruim, o filme acaba valendo pelo seu grande elenco de cantores/atores que traz nomes como Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr. que já eram amigos na vida real e levaram essa química para as cenas. Chama a atenção também a estética nostálgica da Las Vegas dos anos 60 que é muito bem retratada no filme, com todo o glamour dos cassinos e dos figurinos impecáveis dos frequentadores.
Por fim o desfecho onde a grana do assalta acaba "cremada" junto ao caixão de um dos assaltantes, mostra aquela lição de moral típica exigida pelo Código Hays de censura da época onde o crime não poderia compensar. Mais um ponto a favor do remake de 2011 que já não tinha esse tipo de restrição pra lidar...
"Eu sabia que essa cor seria útil um dia."
Curiosidades: Segundo Frank Sinatra Jr. no comentário em DVD, Sammy Davis Jr. foi obrigado a se hospedar em um hotel "somente para negros" durante as filmagens, porque Las Vegas não permitia que negros se hospedassem nos principais hotéis, apesar de ele ter se apresentado com Frank Sinatra, Dean Martin e outros no Sands Hotel.
A maior parte das filmagens foi realizada no início da manhã, antes do nascer do sol, já que a maioria dos atores também tinha shows em Las Vegas que apresentavam todas as noites durante as filmagens. Os atores acordavam à tarde, faziam um ou dois shows à noite, depois passavam pela maquiagem e chegavam aos locais de filmagem para as cenas principais.
Nossa eu podia jurar que no final os caras dariam uma última cartada dizendo que o dinheiro estaria em outro lugar. Depois de tudo ficaram sem nada deveriam se chamar "Onze antas e um segredo". Nesse ponto prefiro ao remake.
Envelheceu mal. O remake é superior e olha que nem sou fã. Ambos acho tediosos.
Quando Steve Soderbergh lançou o seu, ONZE HOMENS E UM SEGREDO, em 2001, era lançado em formato DVD o filme original de 1960 encabeçado por Frank Sinatra e Dean Martin. Entretanto, visto numa crítica da antiga Revista SET, o crítico afirmava que a versão recente era melhor que o original. Passado 25 anos, confirmei agora o que o crítico dizia. A versão de Steve Soderbergh, apesar de eu não "adorar" é infinitivamente melhor que este sonífero arrastado e sem graça. As presenças de Frank Sinatra, Dean Martin e toda os amigos boêmios mulherengos chamados na época de Rat Pack não possuem Sex Apple, charme e nem tampouco carisma. Até a presença de Angie Dickinson é nula aqui, quase inexpressiva. Este filme é um verdadeiro engodo entre amigos e creio que o afã de ser tão lembrado é mais por causa do lançamento após 40 anos de atores muito mais interessante como George Clooney e Brad Pitt que os boêmios sem graça. Achei tudo insuportável aqui!
Pra quem conhece a versão mais famosa do Steven Soderbergh este original é frustrante.
Ao contrário do dinamismo do filme de 2001, este se arrasta passando metade de tempo por conta do planejamento e recrutamento entediante da equipe para os assaltos. O pior é que depois de todo esse tempo o que vemos é um plano com a mesma complexidade de um desenho animado para assaltar os cassinos da forma mais banal possível. Em nenhum momento a operação passa algum tipo de tensão ou sensação de risco real, é só uma sequência de situações previsíveis e toscas.
Isto nem se compara com o remake onde tudo é cuidadosamente planejado de forma inteligente, com alto nível de adrenalina e onde cada personagem tinha real relevância dentro da trama.
Mesmo com um roteiro ruim, o filme acaba valendo pelo seu grande elenco de cantores/atores que traz nomes como Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr. que já eram amigos na vida real e levaram essa química para as cenas. Chama a atenção também a estética nostálgica da Las Vegas dos anos 60 que é muito bem retratada no filme, com todo o glamour dos cassinos e dos figurinos impecáveis dos frequentadores.
Por fim o desfecho onde a grana do assalta acaba "cremada" junto ao caixão de um dos assaltantes, mostra aquela lição de moral típica exigida pelo Código Hays de censura da época onde o crime não poderia compensar. Mais um ponto a favor do remake de 2011 que já não tinha esse tipo de restrição pra lidar...
"Eu sabia que essa cor seria útil um dia."
Curiosidades: Segundo Frank Sinatra Jr. no comentário em DVD, Sammy Davis Jr. foi obrigado a se hospedar em um hotel "somente para negros" durante as filmagens, porque Las Vegas não permitia que negros se hospedassem nos principais hotéis, apesar de ele ter se apresentado com Frank Sinatra, Dean Martin e outros no Sands Hotel.
A maior parte das filmagens foi realizada no início da manhã, antes do nascer do sol, já que a maioria dos atores também tinha shows em Las Vegas que apresentavam todas as noites durante as filmagens. Os atores acordavam à tarde, faziam um ou dois shows à noite, depois passavam pela maquiagem e chegavam aos locais de filmagem para as cenas principais.
Nossa eu podia jurar que no final os caras dariam uma última cartada dizendo que o dinheiro estaria em outro lugar. Depois de tudo ficaram sem nada deveriam se chamar "Onze antas e um segredo". Nesse ponto prefiro ao remake.
Um bom filme com um elenco de peso, apesar de problemas no desenvolvimento do ponto principal da trama.