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A história passa-se num bordel e relata o quotidiano das suas trabalhadoras enquanto o Japão discute a ilegalizaçao da prostituição no pós 2º Guerra. Mizoguchi vai desvendando pouco a pouco as razões que levaram aquelas mulheres àquela vida ao mesmo tempo que aproveita para contextualizar a importância que a prostituição ainda tinha na cultura japonesa.
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Produção japonesa em preto e branco que é um drama da Daiei Studios e Daiei indicado a 2 categorias no Festival de Cinema de Veneza: Leão de Ouro de melhor filme e vencedor do Menção Honrosa por sua carga emocional. O filme foi baseado no romance de 1954 "Susaki no onna", de Yoshiko Shibaki (1914-1991). Houve uma refilmagem: Akasen tamanoi: Nukeraremasu (74).
O filme fez tanto sucesso junto ao público japonês em seu lançamento inicial — e foi tão comovente ao retratar a vida das prostitutas — que, quando uma lei contra a prostituição foi aprovada no Japão apenas alguns meses depois, houve quem dissesse que ele havia servido de catalisador. O último filme do diretor Kenji Mizoguchi (1898-1956). Ele morreu de leucemia, aos 58 anos, apenas 5 meses após o lançamento da obra.
Mizoguchi foi um dos maiores cineastas políticos; as paixões e os sofrimentos de seus personagens estavam ancorados, tanto visual e textualmente quanto no momento histórico que eles exemplificam, mas... ele transformava suas crises morais em um desafio do presente, vivido em tempo real. Certamente um devastador retrato de como as crueldades da vida recaem de forma especialmente dura sobre as mulheres no bairro de luzes vermelhas de Yoshiwara, em Tóquio. no Japão.
A ilusão da escolha; A escória que se aproveita da ineficiencia do estado para aliciar os marginalizados; Mizoguchi em uma hora e meia, olha pra cada pessoa como o que são, pessoas, cada uma com suas complicações e motivações, mas todas com algo em comum, estarem presas num ciclo de abuso e desilução; A cena final é de uma crueldade que dói o coração
Estou sem palavras. E não paro de pensar.
Mizoguchi mostra a vida de 5 prostitutas distintas, uma mais nova que engana os trouxas e faz mais dinheiro, a ''Mickey'' que se orgulha de ser o que é falando que é uma profissão como outra qualquer, uma que sonha em sair da vida e voltar para o campo por amor, uma viúva que faz isso para cuida do filho e a última que precisa cuidar do marido doente e do filho bebê. Todas tem seus problemas, mas tem um fator em comum, no Japão pós guerra pobre e devastado, essa foi a única maneira que arrumaram para conseguir se sustentar, ''vender o próprio corpo'', há vários diálogos e frases impactantes ditas pelos personagens ao longo da trama, tudo isso com um lei anti prostituição sendo votada pelo parlamento, gerando debate e preocupação entre todas elas e mostrando a hipocrisia da sociedade com a ''profissão mais antiga do mundo''.
Muito interessante ver o lado vulnerável e os problemas de cada personagem, ainda mais com a lei de proibição sendo discutida. Esse final tá entre os mais brabos, que cena