O jovem japonês Iikura encontra os diários dos seus antepassados, descobre que é descendente de uma antiga linhagem de samurais e que todos tiveram fins trágicos. Iikura reflete sobre o passado de sua família e o confronta com o seu presente através da lembrança dessas leituras.
Juramento de Obediência (Bushidô Zankoku Monogatari) é uma incursão em mais de 300 anos de história do Japão.
Clássico japonês, o filme rendeu ao diretor Tadashi Imai o Urso de Ouro como melhor filme do Festival de Berlim de 1963.
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Muito pesado e angustiante.
A critica contida em Bushidô Zankoku Monogatari nos revela como a estrutura japonesa ainda se mantém a mesma com o passar dos anos, se tornando difícil para um individuo a consciência daquela situação, devido a como todo sistema já é designado daquela forma desde seu nascimento. Uma obediência cega e implícita, que leva pessoas mais pobres a aceitarem o condicionamento a exploração por pessoas mais ricas, muitas vezes sem se dar conta de como suas ações os levam a isso.
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Achei o roteiro magnífico. Tadashi Imai consegue associar 300 anos de história do Japão com a história de uma família. E mais importante que isso consegue mostrar de forma incisiva o sofrimento dos súditos, dos samurais e dos camponeses que ficavam submetidos aos caprichos mais escabrosos dos senhores feudais sem se rebelar.
Foi doloroso ver o que os camponeses suportaram naqueles tempos sombrios. Por que não fizeram uma revolução? Os samurais tinham não só condições mas motivos para liderar essa revolução. Mas a sua lealdade aos xóguns era religiosa e inabalável.
Na parte final, o filme defende uma tese que me deixou boquiaberto. O Japão se modernizou, mas conserva o mesmo sistema de poder da era feudal baseado na lealdade canina dos subalternos em relação aos seus superiores. Nas grandes corporações do Japão moderno impera ainda o mesmo sistema de dominação da era feudal.
Cinema de grande nível.
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Um filme interessante, poucos conseguiram me deixar tão irritado e puto quanto este. Nunca havia notado, mas os samurais são os pobres de direita, os coxinhas, os imbecis que mantém um sistema intacto. Tantos filmes idolatram tanto os samurais, colocando-os em um patamar de honra e heroísmo e este é excelente pelo oposto, mostra o quão idiotas eles eram, o quão lambedores de sacos dos imperadores ou chefes dos clãs eles eram. Filme obrigatório pra ir contra o sistema, servindo como critica ao capitalismo e aos endinheirados de hoje, se mantendo absurdamente recente para os dias de hoje. Vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim de 1963, quando o filme terminou não dei nota 10, tinha dado menos, conforme os dias foram passando a nota foi aumentando e o que o diretor quis passar foi se enraizando no meu cérebro.
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Bushido Zankoku Monogatari é um excelente filme e uma obra-prima japonesa.
Um clássico do cinema japonês, esse premiado filme tem um estilo bem peculiar, contando quase 3 séculos e meio de história do Japão através de leituras de diários. Destaque para a boa fotografia e a excelente atuação do protagonista que faz vários papéis ao longo do filme.
Um filme refinado sobre honra e lealdade, crueldade e suas consequências. Uma aula de história. Vencedor do Leão de Ouro do Festival de Berlim com méritos. Excelente filme.