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Data de lançamento
10 Dez. 2016Duração
A história é centrada em Katherine Johnson (Henson), uma brilhante matemática afroamericana que, ao lado das colegas Dorothy Vaughn e Mary Jackson, foi peça fundamental numa das maiores operações da história dos Estados Unidos: o lançamento do astronauta John Glenn para a órbita da Terra e seu retorno em segurança. Junto, o trio ultrapassou todos os limites de gênero, raça e profissionais para embarcar e serem muito bem-sucedidas nessa missão pioneira.
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Filme fantástico que destaca o mérito de mulheres negras e sua importância na história da nasa, aponta como venceram as barreiras de segregação racial e da misoginia para brilharem em suas missões.
É hora de trazer a tona a história de mulheres brilhantes que foram apagadas da história.
EXEMPLOS DE ALGUMAS MULHERES IMPORTANTES DO PASSADO:
CIENTISTAS:
- Marie Curie
- Irène Joliot Curie
- Lise Meitner
- Rosalind Franklin
- June Almeida
- Matilda Moldenhauer Brooks
- Maria Goeppert Mayer
- Alice Ball
- Nettie Stevens
- Flossie Wong Staal
- Jocelyn Bell Burnell
- Jennifer Doudna
- Barbara McClintock
- Rita Levi Montalcini
- Dorothy Hodgkin
- Chien Shiung Wu
- Elizabeth Blackburn
- Johanna Dobereiner
- Gertrude B.Elion
- Mary Anning
- Virginia Apgar
- Patricia Bath
- Janaki Ammal
- Lynn Margulis
- Gerty Cori.
- Barbara McClintock
- Rita Levi Montalcini
- Carol Greider
- Emanuelle Charpentier
- Jennifer Doudna
- Edith Flanigen
MATEMÁTICAS:
- Hipácia de Alexandria
- Ada Lovelace
- Emmy Noether
- Edith Clarke
- Olga Ladyzhenskaya
- Sophie Germain
- Sofia Kovalevskaya
- Katherine Johnson
- Margaret Hamilton
- Joan Clarke
- Émilie du Châtelet
- Emily Warren Roebling
- Charlotte Angas
- Maria Gaetana Agnesi
- Radia Perlman
- Maryam Mirzakhani
- Dorothy Vaughan
- Svetlana Jitomirskaya.
ASTRÔNOMAS:
- Annie Jump Cannon
- Cecilia Payne
- Maria Mitchell
- Sara Seager
- Caroline Herschel
- Thaisa Storchi Bergmann
- Vera Rubin
INVENTORAS:
- Hedy Lamarr
- Grace Hopper
- Jean Sammet
- Karen Sparck Jones
- Frances Allen
- Stephanie Kwolek
- Margaret A. Wilcox
- Alice H. Parker
- Florence Parpart
- Mária Telkes
- Margaret Knight
- Maria Beasley
- Anna Connelly
- Letitia Geer
- Nancy Johnson
- Patricia Billings
- Gladys West
- Florence Lawrence
- Mary Anderson
- Katharine Blodgett
- Elizabeth J. Magie
- Chu Ming Silveira.
- Tabitha Babbitt.
MILITARES:
- Lyudmila Pavlichenko
- Roza Shanina
- Anna Yegorova
- Nina Onilova
- Agustina de Aragón
- Anne Bonny
- Flora Sandes
- Jeanne Hachette
- Lydia Litvyak
- Albert cashier(Jennie)
- Khawla Bint Al-Azwar
- Lozen
- Matilda de Canossa
- Milunka Savic
- Nancy Wake
- As bruxas da noite
- Leontiev bochkareva
- Maria Quitéria de Jesus
- Anita garibaldi
- Maria Felipa
- Harriet Tubman.
- As irmãs Trung
- Mochizuki Chiyome
- Laskarina Bouboulina
- Fu Hao
- Cynane
- Boudicca
- Septima Zenobia
- Tomoe Gozen
- Tamar da Geórgia
- Joana d’Arc
- Isabel I de Castela
- Rani Lakshmibai
- Caterina Sforza
- Ching Shih
- Nakano Takeko
- Grace O’Malley
- Nzinga Mbande
- Princesa Pingyang
- Tomyris
- Mawiyya
- Juana Azurduy.
Sempre estou recomendando. Muito bom!
"maromenos" bozin "
HIDDEN FIGURES
Direção: Theodore Melfi
Ano: 2016
Assistido em: 23/05/2026
Infelizmente eu não consegui assistir a esse filme lá em 2017, quando estava correndo atrás de todos os indicados ao Oscar daquela temporada. Com isso, o tempo passou, meu interesse arrefeceu e ele acabou ficando para trás. Só que ele nunca saiu da minha listinha de pendências, e finalmente olhei para ele novamente e decidi que era hora de assisti-lo. E caramba, como eu me arrependo de não ter ido atrás antes, porque fiquei simplesmente encantado com o que encontrei, principalmente com a força dessa história.
Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson são três brilhantes matemáticas que trabalham na NASA durante a corrida espacial dos anos 1960. Enquanto enfrentam o racismo e o machismo dentro da instituição, elas se tornam fundamentais para uma das missões mais importantes da história americana.
Hidden Figures é um filme que mexe com você em diversas camadas. Primeiramente, você fica indignado ao ver, mesmo que minimamente, o quão nojentos eram o preconceito e a segregação racial existentes no início da década de 1960. Não que hoje em dia isso também não exista e continue sendo asqueroso, mas é assustador lembrar que naquela época o racismo era praticamente legitimado pela própria lei. Ao mesmo tempo, o roteiro nunca descamba para o excessivamente dramático. Ele expõe muitos dos problemas da época, não tantos quanto deveria, talvez, mas não deixa que isso sobrecarregue a história.
Nós temos três protagonistas e, mesmo diante de inúmeras injustiças, elas levam a vida com muita leveza. Você não vê cenas delas sofrendo caladas; pelo contrário, elas são reativas, vão atrás, lutam e se impõem da maneira que podem. E essa é justamente a parte recompensadora, porque o filme não se resume apenas ao sofrimento. Existe também a satisfação de ver essas três mulheres negras, sendo, como a própria Mary diz, “as primeiras”. E isso é muito gostoso de assistir.
É revoltante que essa história só tenha chegado ao grande público nas últimas décadas e que, por mais de quarenta ou cinquenta anos, o mundo simplesmente não conhecesse o trabalho delas. E aí vem o questionamento: quantas Katherines, quantas Marys e quantas Dorothys não existem por aí, com trabalhos pioneiros, revolucionários, que nunca receberam o devido reconhecimento? Isso é triste. E, por mais que o filme seja uma celebração à vida delas e de todas as mulheres que trabalharam na NASA, o que é extremamente positivo e merece ser celebrado, ainda dói perceber que, para algumas pessoas, apenas por causa do gênero, da cor da pele ou do local onde nasceram, a estrada é muito mais complicada. É muito impactante a cena em que Mary fala que, se fosse um homem branco, ela não precisaria nem sonhar em ser engenheira, porque simplesmente já seria uma. Isso é brutal de assistir.
A parte técnica é brilhante. Os figurinos são muito bem feitos, os cenários e objetos remetem bastante à década de 1960, e você consegue comparar com fotos reais e perceber que existe uma preocupação evidente com a precisão histórica. A edição e a montagem são maravilhosas, extremamente dinâmicas, e até mesmo cenas desesperadoras, como as várias vezes em que Katherine precisa correr para usar o banheiro, acabam ganhando um tom levemente divertido e descontraído. E acredito que essa era justamente a intenção do roteiro, porque é impossível não rir em certos momentos, o que ajuda a desarmar o peso sem diminuir a gravidade da situação. E claro, tudo culmina naquela cena maravilhosa em que ela finalmente explode e fala sobre o problema sem medo.
A direção sabe extrair o melhor do elenco. E que elenco. Mesmo nos papéis menores, há atores extremamente talentosos entregando performances excelentes. Mas obviamente o trio de protagonistas, Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe, está simplesmente irretocável.
Eu só não dou uma nota ainda mais alta porque existem dois pontos que infelizmente me incomodaram e que não consigo deixar passar despercebidos. O primeiro é que senti uma suavização muito grande no retrato do racismo institucional dentro da NASA. Em muitos momentos, parece que todo mundo ali era compreensivo, amigável e bonzinho. Não sei se isso partiu de um receio dos roteiristas por estarem lidando com pessoas reais, mas achei tudo muito condescendente, principalmente sabendo que a realidade provavelmente era muito pior.
O segundo ponto é a trilha sonora. E me dói na alma dizer isso, porque Hans Zimmer é o meu compositor favorito da vida. Só que este talvez seja um dos trabalhos mais anêmicos dele que eu já ouvi. A trilha simplesmente não aparece. A única cena em que ela realmente chama atenção é durante o lançamento do Mercury-Atlas 6. De resto, é tudo muito apagado e sem impacto.
Eu adorei Hidden Figures e me arrependo muito de não ter assistido a ele antes. É um filme que, depois de todas as pancadas, te recompensa. E no final o saldo é extremamente positivo quando você vê que aquelas três mulheres conseguiram deixar sua marca e finalmente receberam reconhecimento, tardio, infelizmente, mas ainda assim merecido. É muito bom saber que a história delas saiu do anonimato, ganhou o mundo, ganhou um livro, ganhou um filme indicado ao Oscar e foi tratada com muito cuidado, carinho e respeito.
Esse é daqueles títulos que deveriam ser obrigatórios, que todo mundo deveria assistir. Esse sim merecia fazer um puta sucesso, e não tanta tranqueira que vemos por aí. Mas infelizmente a vida é injusta, assim como foi muito injusta com as nossas protagonistas. Ainda assim, acredito que qualquer pessoa que o descubra, vai terminá-lo com um sorriso de orelha a orelha. E isso não tem preço.
Acho legal sabermos dessas histórias, mas me parece que o real motivo do filme é pra Nasa dizer “somos bonzinhos”, aí fico duvidando da veracidade dos acontecimentos, muita coisa me parece forçada e exagerada.